Busca pela missão de vida

Muito se fala sobre missão e propósito de vida. Sempre pensei muito sobre isso e, sinceramente, ainda não descobri os meus. Aquele principal, da vida mesmo, que vai fazer sentido na minha trajetória.

Mas eu sei que me descobri e me reconheci em uma linda missão que é ser mãe. O amor, a alegria, encantamento e aprendizados que esse papel me traz são inesgotáveis. E, sem falsa modéstia, eu venho desenvolvendo muito bem essa faceta. Ainda estou só no começo, é verdade, mas já sinto que peguei a trilha certa.

O caminho é longo e pode ter umas pedrinhas no caminho. Mas quando tem intenção e leveza, não tem como dar errado.

Então, ainda que eu nunca encontre meu propósito, já terei me encontrado e reencontrado inúmeras vezes dentro dessa longa estrada que é ser mãe.

O infinito universo da meditação

“Meditação não é algo que a gente faz. É algo que acontece com a gente.”

Ouvi essa frase esses dias e fiquei refletindo sobre ela. É verdade.

Comecei a meditar há quase três anos num misto de curiosidade com uma busca por me conhecer mais e também como uma ferramenta para tornar os dias mais tranquilos.

Depois de ler que pessoas importantes faziam uso da prática e mudaram suas vidas com ela, queria conhecer o poder da meditação.

No início, eu não sabia se estava fazendo direito ou se aquilo estava “fazendo efeito”. Eu simplesmente fazia. Sozinha, com a ajuda de um aplicativo, eu fui mergulhando nesse universo.

Não tem certo e errado, o importante é se concentrar, relaxar e deixar as coisas acontecerem. E acontece. A sensação de paz e calmaria é tão boa, que tem dia que tenho vontade de não abrir mais os olhos.

Como benefícios, além da sensação de tranquilidade que eu falei, é possível ter insights e receber respostas para certas questões, além de permitir viver mais em momento presente, tendo total consciência de cada momento vivido e cada pensamento que possa passar pela mente.

É tipo mágica. Você fecha os olhos e mergulha num universo infinito, que está logo aí, dentro de você. Sua consciência expande e você deixa de viver no automático. Passa a examinar de perto seus sentimentos, emoções, reações e comportamentos, buscando entender e acolher cada um deles.

E realmente acontece, basta se entregar que simplesmente acontece!

Desfralde e mecanismo de retenção fecal

Otto começou o processo de desfralde no início desse ano e saiu totalmente da fralda para fazer xixi durante o dia. Para a hora da soneca e para fazer cocô, ele ainda usava. Já sabia controlar, sentia vontade de fazer cocô, pedia a fralda, fazia e já tirávamos.

E foi assim durante uns bons meses. De repente, ele começou a não querer mais usar a fralda na hora do cocô. Mas também não queria usar o banheiro. Ele sentia vontade e segurava. Ficava com dor de barriga e sofria um pouco.

Conversei com a pediatra e ela explicou que o nome disso é mecanismo de retenção fecal. Essa fase que pode acontecer durante a transição da fralda para o vaso/penico.

Mas também tem a questão de não querer parar de brincar e perder tempo para ir ao banheiro. No caso do Otto, comecei a perceber que ele também ficava muito incomodado com medo de ficar sujo.

Paciência e muita conversa são importantes nesse momento. Explicar que é normal, que todo mundo faz cocô, que ele não vai ficar sujo… etc

Também é importante ter o banheiro preparado: penico ou redutor de assento ajudam a criança a se sentir segura, sem ter a impressão que vai cair dentro do vaso, além de deixar as pernas bem apoiadas, na posição ideal para fazer cocô.

A pediatra também sugeriu que criássemos uma rotina para a hora do cocô, como sentar junto com ele no banheiro, passar um tempo lá concentrados, ler histórias… Mas confesso que com ele não rolou muito.

Foram quase dois meses nesse processo em que ele se recusava a ir ao banheiro fazer cocô, chorava muito, segurava, e só conseguia fazer quando já estava no limite e não conseguia mais segurar.

Hoje posso dizer que ele passou por essa fase e superou tudo isso. Já faz quase uma semana que ele pede para ir ao banheiro tranquilamente sem chorar e também não se nega a fazer cocô.

A pediatra explicou que é muito comum nessa idade, e, conversando com outras mães da escola, algumas relataram ter passado pelo mesmo processo. Então se você está passando por algo parecido, confie que vai dar certo. Tenha sempre a orientação do seu pediatra de confiança e mantenha a calma para passar tranquilidade e segurança para seu filho.

Os incríveis 3 anos

Se os 2 anos são considerados a adolescência dos bebês e chamados de terríveis 2 (em referência ao terrible two, em inglês), por aqui não teve nada disso. Em compensação, os 3 anos vieram cheios de emoções e mudanças.

Foi o momento de dar tchau para a chupeta, para a fralda, o quarto passou pela transformação de quarto de bebê para quarto de criança, com cama de solteiro. E, por falar em quarto, é lá que agora ele dorme todas as noites. E é lá que ele quer continuar quando acorda assustado no meio da noite; prefere minha presença ali ao lado dele do que correr para a minha cama.

São cada vez mais palavras, conversas e percepções novas. Ele já se enxerga como indivíduo, que tem sentimentos e vontades.

Foi também o ano em que enfrentamos uma internação na UTI que nos deixou marcas, mas que também nos fortaleceu e ensinou muito, além de aumentar ainda mais nosso laço e conexão.

Foi aos 3 anos que ele vivenciou a primeira festinha da amiguinha da escola. E como ficou feliz de de estar brincando com todos os amiguinhos com quem passa boa parte dos dias.

Me peguei pensando em tudo isso esses dias e fiquei reflexiva, relembrando tudo, pensando na importância desses marcos, como isso contribui para o crescimento e amadurecimento dele. Mas também me pega um pouco de jeito porque cada vez mais vou me distanciando do bebê (que ele já não é há muito tempo, sei disso – ele mesmo gosta de dizer que é um menino grande), que cresce mais a cada dia.

Ainda tem alguns meses até que acabem os 3 anos e outras coisas ainda devem acontecer. Mas, por enquanto, já posso dizer que são incríveis 3 e que vão ficar marcados na minha memória como fase de transição do bebê para o “menino grande”, como ele diz, me deixando saudade das fases que passaram, mas também me enchendo de orgulho do grande menino que ele está se tornando.

Saúde e gratidão

A saúde muitas vezes pode ser vista como uma analogia à limpeza de uma casa: quando está tudo limpo e ajeitado, ok. Talvez ninguém nem repare. Mas experimenta deixar tudo sujo e bagunçado pra ver.

Com a saúde é assim também. Enquanto está tudo bem, muitas pessoas talvez não deem o devido valor. Mas se ela faltar, vai fazer uma diferença enorme. E só assim que se vai reparar.

Aprendi que a saúde é um bem maior quando a minha mãe descobriu o primeiro câncer, em 2009. E isso foi reforçado no retorno da doença em 2013/2014, quando ela faleceu. E, mais recentemente, recebi o lembrete quando todos em casa tivemos covid e meu filho ficou 5 dias na UTI.

Não tem preço que pague uma vida saudável, livre de doenças e de hospitais, consultas médicas, exames e afins.

Me peguei pensando nisso essa semana, quando meu filho ficou doentinho – aquelas viroses de criança – e me veio à cabeça todos esses cenários anteriores que eu citei.

Depois daquela maratona de noite acordada, criança vomitando, passar o dia caindo de sono, mas no fim do dia ver que ele estava melhor, cheio de energia, e pensar que apesar de ter passado o fim de semana fechada em casa, me sentia grata. Pela nossa casa confortável para poder cuidar dele, pela nossa família que está sempre unida, nas horas boas e naquelas nem tanto, pelo tempo junto…

É a arte de estar presente e de sentir gratidão até mesmo pelas pequenas dificuldades diárias. São elas que nos ensinam, nos fortalecem e nos formam. Gratidão pela vida e pela saúde, sem ela não somos nada.