#PraMãeQueNasceu | Mães de UTI

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Primeira vez que peguei o Otto, 13 dias após o nascimento

Só uma recém-mãe sabe o que é o nascimento. De uma mãe, de um pai, de uma nova família. Um momento maravilhoso e de muita alegria, mas, ao mesmo tempo, de dúvidas, descobertas, medos, cansaço físico e emocional.

Nessa hora, todos os olhos estão voltados para o bebê, mas a mãe também precisa de carinho e cuidados. Inspirada pelo movimento criado pela Fernanda Floret, do @vestidademae, onde ela nos incentiva a cuidar das puérperas, resolvi falar sobre esse assunto.

O puerpério é difícil para todas as mães. Mas vou falar especialmente sobre as “mães de UTI”. A mãe de UTI tem alta da maternidade sem o bebê. Depois, ela passa a ter uma rotina de hospital: chega pela manhã, faz a ordenha no banco de leite, entra na UTI para ficar com o bebê, espera para falar com o médico (que muitas vezes demora, causando mais ansiedade), volta para o banco de leite, vai ver o bebê novamente, muitas vezes sem poder pegá-lo no colo (no meu caso foram 13 dias), pausa para o almoço, depois recomeça tudo. A maior parte do tempo, ela faz todo esse processo sozinha. Nas ligações e mensagens de whatsapp, todos só querem saber e ver fotos do bebê, quase não perguntam da mãe, como ela está, se precisa de alguma coisa. Muitas vezes, um cafezinho rápido, um bate-papo por mensagem ou só um abraço já são suficientes.

Tudo isso sem falar na montanha-russa de emoções dentro da UTI: cai saturação, estabiliza, ganha peso, perde peso, transfusão sanguínea, a falta de previsão de alta do bebê, enfim… São inúmeros acontecimentos nesse período; às vezes, muitos deles no mesmo dia. E a mãe tem que lidar com toda essa carga emocional.

Quando tudo é ansiedade, insegurança e incerteza, é bom saber que tem pessoas cuidando de você. A tal da rede de apoio. Se você tem uma amiga recém-mãe, cuide dela, leve uma comidinha fresca, um docinho, ofereça um pouco do seu tempo para ficar com o bebê enquanto ela toma banho ou faz as unhas; se ela for mãe de UTI, vá ao hospital visitá-la, converse um pouco, leve-a para tomar café, ou só um ar. Às vezes, uns minutinhos de conversa e desabafo já bastam para ajudar muito.

No Instagram, o movimento criado pela Fernanda Floret está rolando com as hashtags #PraMaeQueNasceu #VestidadeAfeto #EuCuidodaMae. Poste sua foto cuidando de uma mãe no puerpério, vamos ter empatia pelas outras mães e fazer isso virar um costume entre nós!