Sobre se perder e se encontrar na maternidade

Senti que a maternidade nos rouba um pouco de nós mesmas. Com a chegada do filho, deixamos um pouco de lado quem costumávamos ser para abrir espaço a uma nova pessoa, uma mãe que nasceu.

Ainda que se tenha uma super rede de apoio, é atrás da mãe que a criança vai no banheiro, naqueles (supostos) únicos momentinhos de paz, é a mãe que leva a criança junto em todos os compromissos quando não tem com deixar e é a mãe que normalmente passa a maior parte do tempo cuidando, brincando e amparando.

No meio dessa rotina, em dias mais intensos em que passo o tempo todinho com meu filho, tem hora que pareço não escutar meus próprios pensamentos, tamanha energia e atenção demandadas.

Outro dia dei uma saidinha rápida enquanto ele estava na escola: fui até o laboratório tirar sangue (programão). Entrei no carro, liguei o som alto, sentindo o vento no rosto, fui pensando na vida, nos meus sentimentos… E me dei conta: essa sou eu novamente. Curtindo um momentinho que seja da individualidade que eu tanto prezo.

A maternidade tem dessas coisas. Mas à vezes é bom voltar a enxergar algo que tínhamos, era tão comum e que talvez não tenhamos dado a devida importância. Para, então, agora perceber o privilégio que é viver esse momento, ainda que só por alguns instantes e se sentir grata por isso…

O que você está pensando?

Conforme o post da semana passada sobre o poder do autoconhecimento (clique aqui para ler), hoje começa uma série de exercícios de domínio pessoal e eu sugiro que você tenha um diário de jornada para anotar seus aprendizados, resultados, sentimentos e insights de cada exercício.

Você já deve ter ouvido em algum lugar que você não é o que pensa. Ou então, que se você pensa que pode, está certa. E se pensa que não pode, também.

A verdade é que a nossa mente é um sistema maravilhoso quando sabemos manusear. O primeiro passo é tornar-se consciente do que a sua mente diz, ou seja, de quais conversas estão rolando.

Comece pelo seu primeiro pensamento da manhã, perceba e anote o que vem na sua cabeça assim que você acorda. Vá anotando os pensamentos que identifica e classifique quais deles te elevam e quais te atrasam, abalam ou desanimam. Perceba se seus pensamentos te colocam numa posição de entusiasmo e otimismo, ou se te levam para um lugar de medo e insegurança.

Anote também quanto tempo você permanece nesses posicionamentos, quanta energia você gasta nesses pensamentos.

Dificilmente a sua conversa mental é neutra, então analise com carinho e perceba com sinceridade os caminhos. Para ajudar, você pode colocar um alarme no seu celular para tocar a cada meia hora e te chamar para essa atividade de autopercepção. Confie, será divertido e enriquecedor. Persista, porque a prática vai torná-la uma pessoa melhor.

No final do dia, leia suas anotações, reflita sobre o exercício e escreva sobre:

✓ A frequência com que se pegou pensando coisas negativas sobre você (autocrítica) ou sobre o seu futuro;

✓ A frequência com que você julga e critica outras pessoas, desde a maneira que se vestem até características físicas e comportamentos;

✓ A frequência com que você se compara com os outros, se sentindo melhor ou pior;

✓ Quanto tempo você gasta culpando os outros pelas situações que acontecem no seu dia e pelos seus sentimentos.

Capriche na entrega desse exercício e aproveite os benefícios. Quem fizer comenta aqui para que possamos trocar e nos ajudar.

Luz e Sucesso.


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.