Dica de série: O Gambito da Rainha

Série curtinha da Netflix, mas que vale as horinhas frente à TV. Apesar de ser mais parada, é uma história que prende.

Elizabeth fica órfã ainda menina e vai para um orfanato. Lá, aprende xadrez com o zelador do local e desenvolve uma habilidade surpreendente para o jogo.

Ambientada nos anos 60/70, mostra uma moça inteligente, determinada e muito esforçada. Ainda no orfanato, lia livros sobre grandes jogadores de xadrez e estudava suas principais jogadas.

Na adolescência foi adotada e sua mãe adotiva ofereceu suporte e companhia durante dezenas de torneios de xadrez dos quais ela participou mundo afora, rompendo barreiras como uma jogadora mulher, algo que não se via na época.

A principal lição aqui é a maneira como a personagem enxergou uma oportunidade, acreditou no próprio potencial e trabalhou muito duro para se aprimorar e atingir seus objetivos. Mesmo quando ganhava as partidas, ela nunca parou de estudar. E ficava cada vez melhor. Algo para se adotar também na vida real.

Dica de série: O Paraíso e a serpente

Pode conter spoiler

A série da Netflix que está nos últimos dias entre os top 10 e tem sido comentada nas redes tem oito episódios de aproximadamente uma hora cada. Mas você fica tenso e grudado na tela, especialmente nos três primeiros episódios.

A história, que é baseada num caso real (guarde bem essa informação), se passa em Bangkok, na Tailândia dos anos 70. Um homem que se apresenta como Alain Gautier (mais adiante descobrimos que o verdadeiro nome é Charles Sobhraj, vendedor de gemas, leva a vida aplicando golpes em jovens do mundo todo que viajam ao país a passeio.

Ele é sedutor, convincente, sabe levar as pessoas no papo, e quando se vê, não restou nada para contar história. Ele dopa as pessoas colocando remédio nas bebidas e leva tudo que elas têm.

Mas ele não faz isso sozinho. Tem a ajuda do comparsa Ajay e da companheira Monique (ou Marie-Andrée) que o fazem passar por um homem de negócios bem sucedido e contribuem em todo o esquema.

Ele faz tudo com muita frieza e não procura se esconder de ninguém. Até que ele aplica o golpe e mata um jovem casal de holandeses. Esse caso cai nas mãos do incansável diplomata holandês que trabalha na embaixada da Tailândia, Herman Knippenberg, que sente cheiro de coisa estranha e começa a investigar.

Ele enfrenta muita resistência por parte das autoridades e inclusive da própria embaixada, mas não desiste e pouco a pouco vai desenrolando essa história, que passa a ficar pior quanto mais se descobre.

Afeganistão, Nepal e Índia são outros lugares por onde Alain passa cometendo seus crimes impunemente. Com a ajuda do casal francês Nadine e Remi, Knippenberg consegue reunir provas e monta um dossiê associando Alain a diversas mortes de jovens europeus.

O mais chocante é a tranquilidade e frieza de Alain para agir. Tanto Mariée quanto Ajay têm crises de consciência em alguns momentos. Mas ele não. Não demonstra tristeza, remorso, amor, compaixão, nada.

A história leva anos para ter um desfecho, mas ele acontece. Talvez não da maneira que se espera, mas acontece. E o que eu falei no início do texto sobre ser baseado em fatos reais, é que mais chocante ainda é pensar que esse homem existe e praticou todos esses crimes da maneira como foi retratado. Todos os personagens são reais (inclusive o macaquinho de estimação que aparece), apenas tiveram os nomes trocados para preservar sua intimidade. No fim, aparecem relatos sobre onde estão cada um deles. Emociona de ver.

Filme: Fuja

Sarah Paulson interpreta Diane, uma mãe superprotetora que cria a filha, Chloe, cadeirante – e portadora de doenças como asma, diabete e arritmia – longe de tudo e de todos. Ela estuda em casa e recebe ali todos os cuidados necessários.

Chloe é independente e se vira bem sozinha nas atividades diárias. Está sonhando com a hora de ir para a universidade e aguarda ansiosamente a resposta de sua aplicação.

Elas parecem viver muito bem – exceto pelo fato de Chloe não ter celular e não poder usar a internet sem a supervisão da mãe. Até que um fio solto chama atenção de Chloe. Sob a desculpa de troca de medicamento, Diane tenta dar à menina um remédio que ela descobre mais tarde ser algo perturbador.

O filme tem doses de suspense e mistério na medida. Sob a fachada de mãe dedicada e que ama muito a filha, aos poucos ela começa a revelar a verdadeira face e praticar abusos psicológicos com a menina.

O tempo todo o espectador se pergunta (pelo menos eu me perguntei rs) a possível explicação para Diane fazer tudo que faz com a filha. Existe um porquê, mas nada que justifique tamanha crueldade (e não vou detalhar para não dar spoiler rs). É um filme que prende, desperta curiosidade e flui super bem, apesar da temática de suspense e mistério. O final é surpreendente.

Obs.: O filme está disponível na Netflix

Dica de série: Trump, um sonho americano

Recentemente assisti a esse documentário sobre a vida de Donald Trump, presidente americano, após ouvir uma recomendação e ficar curiosa sobre a história. Não quero e nem tenho embasamento para falar sobre política, mas o que me chamou atenção aqui foi a história de vida dele.

O documentário disponível na Netflix é dividido em quatro capítulos de mais ou menos uma hora cada. Ele mostra como Trump, filho de um empreiteiro que fez a vida construindo prédios populares em Nova York trilhou seu caminho e chegou à presidência da economia mais importante do mundo.

Desde jovem ele se interessou pelos negócios do pai e seguiu o mesmo caminho, mas sempre buscando superar as conquistas do pai. Tudo dele é superlativo: o maior hotel, o maior edifício, o maior cassino, enfim.

Se mostrou obstinado desde cedo, sempre acreditando nas próprias ideias por mais malucas que elas parecessem. Teve alguns tropeços financeiros no meio do caminho. Flertou com a presidência outras três vezes antes de se candidatar de fato. E chegou a afirmar: “Só vou me candidatar quando eu tiver certeza que vou vencer”.

É polêmico na mesma proporção em que gosta de estar em evidência: se casou três vezes com festas cheias de ostentação, clichês e uma dose de cafonice. A primeira separação foi um escândalo de traição que repercutiu fortemente nos jornais de todo o país.

Gosto de assistir/ler biografias e saber um pouco mais da história de figuras assim. Não sabia quase nada da vida do Trump. E independentemente de ser favorável a ele ou não, é preciso reconhecer o autocontrole e a capacidade de projetar um sonho e conseguir alcançá-lo. Obstinação, fé (e não falo em religião, mas sim de acreditar que é possível, que se pode chegar lá, e de fato chegar) e um planejamento minucioso de cada passo.

E como ninguém é unanimidade, há depoimentos de antigos funcionários, amigos e pessoas próximas. E as opiniões são variadas: uns gostam, outros não. Como em tudo na vida.

O documentário vem à tona bem no momento em que ele deu início à corrida presidencial para tentar sua reeleição. Vamos ver o que esse capítulo da história mundial nos reserva.

Dica de série: Sunset – Milha de Ouro

A dica de hoje não é uma série super profunda, com conceitos complexos e que façam a gente pensar. É justamente o oposto: uma série para não pensar em nada, só relaxar e entreter. A bola da vez é Sunset – Milha de Ouro, disponível na Netflix.

Já estava de olho nela, mas ainda não tinha tido oportunidade de começar a assistir. Esse fim de semana estava de bobeira e já devorei quase todos os episódios! Rs A série mostra a vida de mulheres que trabalham como corretoras de imóveis em uma imobiliária de altíssimo luxo em Los Angeles, nos EUA (os valores das casas são astronômicos, chegando a 50 milhões de dólares!).

Aqui dá pra sentir um pouco do clima da série

As protagonistas são lindas, vestidas de grifes caras da cabeça aos pés, andam em carrões – uma delas é casada com o astro da série This is Us e mostram parte de sua vida e do trabalho na correta. Com uma pegada à la Kardashians, elas vivem dramas pessoais e intrigas entre elas mesmas.

O que chama atenção, na minha opinião, é poder ver e me deliciar com casas lindas, bem decoradas que mais parecem cenários de filmes, mas que são moradia da nata de LA. Como fashionista assumida, é quase como assistir a um desfile de moda com tantas marcas incríveis como Balenciaga, Chanel, Valentinho e Louis Vuitton em looks que vão do “normalzinho” até o mais statement (chamativos e com muita informação de moda) com bolsas e sapatos incríveis. Além, é claro, das discussões entre elas (o que não falta em nenhum episódio) que dão aquela pitada de barraco que a gente adora! Rs

Mas não só de glamour e ostentação vive a série. Há também os dramas pessoais, como uma das protagonistas, Mary, que foi mãe solo aos 16 e deu duro para criar o filho sozinha; Amanza, que se separou com os filhos ainda pequenos e também batalha para conseguir cuidar e sustentar os dois; e ainda Maya, que é casada, mas seu marido vive em Miami, e, com um filho pequeno, se divide entre as duas cidades para dar conta da família e do trabalho.  

São três temporadas – a terceira recém-lançada em agosto – com episódios de mais ou menos 30 minutos que passam sem ver se você se entregar e se divertir com essas Barbies da vida real. Vale para relaxar a mente!

Você já assistiu? Me conta aqui nos comentários o que achou!