Livro: A coragem de ser imperfeito

Brené Brown é pesquisadora e estuda a vulnerabilidade há muitos anos. Uma palestra sua em um Ted Talks é sucesso na internet e Netflix (vale a pena conferir). E, como acho que cada livro aparece no momento certo da nossa vida, agora foi a vez desse que eu gostei muito.

Ela aborda principalmente a vulnerabilidade, mas também a vergonha e o medo de julgamentos que todos nós temos em algum momento da vida.

Ela defende a ideia de nos jogar, aparecer, nos mostrar. Sem medo. Sem vergonha.

“Em vez de nos sentarmos à beira do caminho e vivermos de julgamentos e críticas, nós devemos ousar aparecer e deixar que nos vejam. Isso é vulnerabilidade. Isso é a coragem de ser imperfeito. Isso é viver com ousadia.”

Falei que o livro veio a calhar para o momento, pois sempre fui muito tímida e com imensa dificuldade de exposição, especialmente agora, na era das mídias digitais. Ela, inclusive, cita a coragem de blogueiros e influenciadores que colocam o rosto diante de, muitas vezes, milhares de pessoas para expor posicionamentos e opiniões, passíveis de críticas e julgamentos.

No âmbito familiar, ela fala sobre como, enquanto mães e pais, estamos sujeitos ao estigma de bons e maus, sendo analisados e julgados muitas vezes. E frisa que não existe perfeição, temos que estar preparados para tomar decisões ruins e cometer erros nessa jornada.

Para mim, foi importante essa leitura para entender que todos somos imperfeitos, mas se supera aquele que tem coragem de caminhar para a arena da vida e dar o melhor de si. E como ela diz: “O desejo de nos expor nos transforma. Ele nos torna um pouco mais corajosos a cada vez.”

Ainda não estou totalmente segura para subir na arena da vida, mas tenho certeza que estou no caminho, com pequenos passos a cada dia. Com muita coragem e resiliência chegarei lá.

Como os livros podem nos guiar na jornada do autoconhecimento

É incrível como naturalmente acontece quando estamos conectadas com nós mesmas e vivendo de maneira atenta no momento presente. As mensagens surgem como pequenos sinais em conversas com amigos, cenas de filmes e séries e também, claro, através dos livros.

Basta dar o primeiro passo e o universo te responde. Comecei a perceber como minhas leituras, aparentemente disconexas, começaram a fazer sentido e complementar umas às outras.

Exatamente o que você precisa aprender naquele momento. O que você precisa ouvir/ler naquele momento.

Vou fazer um post falando especificamente sobre os títulos. Mas minha lista tem fluído muito bem por assuntos diversos e preenchendo meus vazios, me fazendo aprender o que preciso e tirando crenças limitantes do meu caminho.

A propósito, a leitura atual é “A Coragem de ser Imperfeito”, de Brené Brown, que fala sobre vulnerabilidade e vem me ajudando muito a me abrir mais e expor minhas vulnerabilidades on e off-line.

Experimente enveredar pelo caminho do autoconhecimento com leituras gostosas e que enriquecem sua vida, te fazem crescer como pessoa, se conhecer melhor e oferecer sua melhor versão para si mesma e para todos que convivem com você!

Update: esse texto foi escrito no fim do ano passado, quando estava lendo esse livro. Depois dele, já vieram outros que continuam se completando e me enriquecendo com conhecimento e mensagens que aquecem o coração.

Livro: Pais que evoluem

Educar não é instintivo. Educar de forma assertiva é ciência. Precisamos compreender como nossas palavras e atitudes como pais influenciarão a vida dos nossos filhos por muitos e muitos anos.

Li esse livro recentemente e foi muito especial. Não é mais um livro sobre como educar os filhos, sobre técnicas para acabar com as birras ou tantas fórmulas mágicas que vemos por aí quando o assunto é criação de filhos.

Ele fala, principalmente, sobre autoconhecimento. Para conhecer e criar bem nossos filhos, precisamos primeiro nos conhecer muito bem, entender nossos sentimentos e saber por que tomamos certas decisões.

A autora, educadora parental e especialista em inteligência emocional e perfil comportamental, começa falando sobre a nossa infância. A maneira como fomos criados, as crenças que adquirimos de nossos pais e cuidadores refletem diretamente na nossa maneira de ser mãe ou pai.

Ela conta que ficava perdida quando tinha dois filhos pequenos e não sabia como reagir às birras e outros comportamentos das crianças. O maternar não estava sendo leve e prazeroso, mas a estava esgotando emocionalmente. Só quando ela entendeu que precisava mudar o próprio mindset (maneira de pensar e agir), é que o comportamento de seus filhos iria mudar, as coisas tomaram outro rumo e ela deu uma guinada em sua jornada da maternidade.

Através do livro pude revisitar momentos da minha infância e criação de modo geral e também me aprofundar mais na jornada do autoconhecimento. Quando vivemos o momento presente e nos tornamos conscientes de nossas ações, tudo flui melhor, inclusive na maternidade/paternidade.

A autora nos convida a uma importante reflexão: educar não é instintivo e também não basta se autoconhecer para educar bem. Educar exige conhecimento. Não existe receita e ninguém nos ensina. Mas precisamos aprender como desenvolver essa importante missão.

A leitura é leve, de fácil compreensão e nos leva a importantes reflexões e a nos voltarmos para dentro de nós primeiro para então podermos nos doar e ajudarmos nossas crianças a se desenvolverem em seu potencial máximo.

Leitura bem válida para pais que buscam uma comunicação mais assertiva com os filhos e também para aqueles que estão buscando se conhecer melhor para assim poder exercer uma criação com apego e ajudar os filhos a se desenvolverem para se tornarem adultos confiantes e capazes.

Indicações de livros sobre maternidade

Fiz aqui um compilado dos livros que li ano passado e incluí alguns títulos sobre gravidez e outros assuntos relacionados à maternidade que já havia lido há tempos e podem ser interessantes também. Já fiz post sobre alguns deles separadamente aqui no blog, agora estão todos reunidos para consultar mais facilmente.

origens mágicas vidas encantadas

Origens Mágicas, vidas encantadas – Deepak Chopra

O famoso médico indiano fala nesse livro sobre gravidez e nascimento principalmente do ponto de vista espiritual. Segundo ele, vivências de acalento ainda no útero podem nutrir uma pessoa até a morte.

Ele fala sobre as mudanças no corpo durante a gravidez e ensina posturas de ioga para o relaxamento da mulher nesse momento em que há dor e cansaço. Defende ainda exercícios para facilitar o parto normal e também dá dicas de mantras e estimula a meditação.

Ele explica que o bebê, ainda na barriga, tem conexão direta com os pensamentos e emoções da mãe. E que é essencial a mãe se manter em equilíbrio para o bem-estar de ambos.

Foi um dos primeiros livros que li quando descobri que estava grávida e foi de grande valia em diversos aspectos. Ele traz paz, nos faz mergulhar dentro de nós mesmas.

Uma curiosidade: um dos primeiros conselhos do livro é que a gestante crie um diário para registrar a gravidez, escrevendo como se sente. Acho que não só gestantes deviam ter esse hábito.

“Ao ouvir seu diálogo interior, você vai entrar em contato com seu bebê e com lugares mais profundos do seu íntimo. Escrever um diário pode ajuda-la a se tornar mais presente na vida.”

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o que esperar

O que Esperar Quando Você Está esperando – Heidi Murkoff, Arlene Eisenberg e Sandee Hathaway

É um verdadeiro guia para as grávidas. Explica absolutamente TUDO desde antes da gravidez, quando o casal ainda está planejando um filho, até o pós-parto e puerpério.

Eu consultei muito durante a gravidez e era incrível como explicava exatamente cada sintoma em determinada fase em que eu estava. Mas aconselho a usar realmente como um guia. Uma leitura contínua pode ser bem cansativa.

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a encantadora de bebês

A Encantadora de Bebês – Tracy Hogg e Melinda Blau

Também pode ser considerado um guia. Lembro que cheguei nele nos primeiros dias com o Otto em casa. Estava desesperada com ele acordando a cada três horas e eu feito um zumbi o dia todo! Rsrs

Encontrei respostas para muitas dúvidas e descobri que sem querer eu fazia coisas consideradas “certas” na visão das autoras, como manter uma rotina bem estabelecida.

Mas ela tem opiniões que podem ser controversas e contrárias a de outros autores, como por exemplo, acostumar o bebê a dormir sozinho no berço. É uma leitura válida como um guia, conforme falei antes. Pegue o que for bom para você, o que não for, desconsidere.

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besame_mucho_como_criar_seus_filhos_com_amor_dr_carlos_gonzalez

Bésame Mucho – Como criar seus filhos com amor – Carlos Gonzalez

Pai e pediatra, o autor fala sobre diversos assuntos do universo da parentalidade como sono, amamentação, choro, ciúme e tantos outros, explicando suas teorias e falando sobre as quais é contra.

Ele defende, por exemplo, que os filhos devem dormir na cama dos pais. Também controverso. O livro é bem embasado e tem muitas pitadas de bom humor, mas achei um tanto chatinho em alguns momentos, quando ele explica diversos estudos com famílias por todo o mundo.

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meu jeito de ser mãe

Meu Jeito de Ser Mãe – Fernanda Rodrigues

A atriz Fernanda Rodrigues, autora do blog Cheguei ao Mundo, descreve como é a experiência de ser mãe da Luísa e do Bento. Ela também compartilha dicas, conta histórias engraçadas e perrengues que passou com os dois.

Mais do que isso, tenta mostrar como é possível equilibrar todos os papéis que desempenhamos além de ser mãe: o de esposa, filha, profissional, enfim.

Leitura rápida e simples. Mas quem procura uma leitura mais profunda e romantizada da maternidade, não vai encontrar nesse livro.

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eu mãe e pai

Eu, Mãe e Pai – Mariana Kupfer

A apresentadora do programa Amar Maternidade conta sua trajetória para se tornar mãe-solo. Aos 34 anos, ela sentiu o desejo da maternidade falar mais alto e, sem ter um parceiro para dividir esse sonho, decidiu fazê-lo sozinha. Através de uma inseminação artificial utilizando um banco de sêmen americano, ela engravidou e deu à luz Victoria, hoje com 10 anos.

Ela também mostra o caminho das pedras para quem pretende encarar tratamentos de fertilidade e reprodução assistida. E fala sobre as diferentes configurações familiares, tão comuns hoje em dia.

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Livro: Besame mucho – como criar seus filhos com amor

As dúvidas na criação de filhos são muitas. Além de trocar ideias com amigos, gosto de ler para saber o que os especialistas têm a dizer sobre o assunto.

Este livro, escrito pelo pediatra e pai de três filhos, Carlos González, traz teorias sobre assuntos como sono, amamentação, cama compartilhada, comportamento das crianças e muitos outros. Tudo embasado em estudos e na história. Como era com nossos antepassados, como é hoje. E o principal: ele confronta muitas teorias com as quais não concorda como “tem que deixar a criança chorando”, quando tudo que nossos filhos precisam é de muito amor e carinho (não à toa o título do livro). Além de fazer críticas pertinentes a teorias como essa, ele usa de uma ironia cômica na medida.

Ele nos ensina a olhar para a criança e para esse universo do cuidar/criar por outra perspectiva. Eu, pelo menos, não percebia algumas coisas. Ele nos mostra que a criança é um indivíduo, que tem necessidades que precisam ser respeitadas e atendidas. Crianças precisam de atenção.

Sobre prematuros, universo sobre o qual tratamos aqui no blog, ele fala:

“Um dos grandes avanços no cuidado dos bebês prematuros é o método mãe-canguru: tirá-los da incubadora o maior tempo possível e colocá-los no colo das mães. Observou-se que assim os bebês engordam mais, adoecem menos e seu ritmo cardíaco e respiratório mantém-se mais estável (o que indica que sofrem menos).”

Método que pude comprovar o quanto faz bem para o bebê enquanto Otto esteve na UTI Neo. Fazíamos pele a pele, ou método canguru, todos os dias, por, pelo menos, uma hora. Era incrível como ele ficava calminho e aconchegado. Fazia bem para nós dois.

Enfim, a essência desse livro é amor. Cuidar dos filhos com muito amor, carinho e de maneira respeitosa é o que fará dessas crianças bons adultos. “As crianças ‘educadas’ a gritos gritam. Crianças ‘educadas’ a bofetadas batem”, de acordo com o Dr. González. Cabe a nós darmos bons exemplos aos nossos filhos para que se tornem adultos sensatos e equilibrados.

“O amor de uma criança é puro, absoluto, desinteressado.”