Comemorando aniversário na quarentena

Desde que começou a pandemia, muitas pessoas estão tendo que celebrar os aniversários em isolamento social.

Nova forma de comemorar: com simplicidade, sem muita gente em volta e abraços de parabéns, só os virtuais, por meio de mensagens ou chamadas e vídeo.

Eu faço parte desse grupo e apaguei velinhas essa semana para comemorar mais uma primavera. Quis dividir aqui com vocês a mesinha que fiz. Achei que ficou simples e bonita.

Encomendei uma massa para o almoço e depois emendamos com bolo e docinhos para o parabéns.

Bolo: @soscupackes

Docinhos: @santagulacafe

Balões: Mercado Livre

Look

Calça @leblogstore

Sandália @artempe

Gostaram? Quem também teve que comemorar durante a quarentena? Conta aqui nos comentários!

Isolamento social e ensino on-line

ensino on_line

Tenho acompanhado muitas mães aflitas com a nova rotina de ensino em casa. Um cenário que pegou tanto escolas quanto famílias e alunos de surpresa tem sido desafiador e de muito aprendizado para todas as partes envolvidas.

Baseada no artigo de Janaína Spolidorio, especialista em educação, em que ela dá dicas para que as famílias se adaptem melhor a essa situação, trouxe aqui essas formas para tornar o ensino à distância mais leve e proveitoso para todos. São dicas para quem já tem crianças em fase de alfabetização.

Tenha uma rotina

Acredito que rotina é importante em todas as fases da infância e até para nós adultos. Otto tem rotina desde sempre. Encaixe um tempo para os estudos na rotina diária, para que a criança crie o hábito de fazer as atividades naquele horário. Vai ser bom para a criança se acostumar e você também se organiza melhor.

Reúna todo material necessário

Um dia antes, verifique tudo que será necessário usar. Imprima apostilas, folhas, confira se o computador a ser utilizado está em condições, com internet e tudo mais.

Evite distrações

Selecione um ambiente tranquilo da casa e deixe todo o material necessário lá para evitar que a criança pare para procurar algum objeto que esteja faltando. Evite barulhos próximo ao local e evite que a criança se distraia.

Faça pausas

Estabeleça intervalos de 5 a 10 minutos para a retomada da capacidade de atenção e de concentração. Eles são importantes para que a criança recarregue as energias e não fique tão cansativo.

Paciência

Lembre-se que nem as famílias e tampouco as escolas estavam preparadas para o ensino dessa forma e, principalmente, se estendendo por tanto tempo. Tenha paciência e transmita calma para a criança. Pense que é um momento de aprendizado também para você e uma oportunidade de trabalhar um lado mãe educadora, criando mais momentos de conexão com seu filho.

Espero que ajude!

Me conte aqui nos comentários como tem sido essa rotina por aí!

Como o isolamento social impacta a aprendizagem das crianças e a rotina das famílias

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Com a chegada do isolamento social, vieram novos hábitos aos quais fomos nos adaptando aos poucos. Lidar com as crianças em casa, o serviço doméstico e o home office – tudo junto e ao mesmo tempo – tem sido desafiador para muitas famílias. Somado a isso, ainda vieram as aulas on-line, exigindo dos pais maior atenção para apoiar as crianças.

No caso do Otto nem posso dizer que é exatamente uma aula porque ele ainda não está na fase de alfabetização. Mas todos os dias temos uma pequena programação para fazer com as crianças.

O fato é que esse é um cenário completamente novo e desconhecido para todos, e não sabemos o jeito “certo” de fazer.

Na escola do Otto tem sido assim: diariamente a professora envia uma atividade como receitas, histórias, brincadeiras, dobraduras etc e sugere que os pais façam com as crianças e enviem fotos para que elas vejam o que os alunos têm feito. Às sextas, todos entram on-line no Google Meeting para um bate-papo rapidinho e as crianças terem contato com os coleguinhas e as professoras. As atividades são válidas para estimular a aprendizagem e serve também para momentos de conexão entre pais e filhos.

No caso de crianças que ainda não estão em fase de alfabetização será mesmo necessário? Além do pouco interesse da criança, gera uma ansiedade enorme nos pais (digo por mim) de precisar cumprir a tarefa, encaixá-la na lista de outras tantas de todo dia, enviar a foto para mostrar para a escola que o esforço da professora não foi em vão e não sou uma péssima mãe que não cumpriu a tarefa do dia. Também sinto pelos professores, sei do enorme esforço que tem sido feito num espaço curto de tempo sem as ferramentas necessárias para tentar tampar esse buraco.

Vejo aqui um cenário difícil para ambos os lados: professores tendo que criar conteúdos e tendo que desenvolver habilidades que não tinham ou não eram necessárias antes, como gravar e editar vídeos, utilizar ferramentas antes desconhecidas, criar conteúdo novo diariamente para nos enviar; do outro lado, pais vivendo a loucura que citei no início do texto e tendo que lidar com a ansiedade de dar conta de todas as atividades e não deixar nada por fazer.

Minha reflexão aqui é: por quanto tempo ainda vamos suportar esse cenário? Não sabemos até quando a pandemia e o isolamento social ainda vão continuar. Tenho acompanhado mães compartilhando suas dores nessa questão de homescholing e sempre sinto um peso, uma preocupação grande. E mais, no caso de crianças na fase do Otto, em que toda a aprendizagem é baseada na convivência, na inserção da criança no ambiente social com outras crianças (em como sentar com o coleguinha, não bater, não tomar o brinquedo do outro e etc) faz sentido continuarmos com essa programação?

Sei que tem o outro ponto de vista também. Alguns pais não sabem mais o que fazer com os filhos dentro de casa e essa é uma alternativa para burlar a falta de criatividade e opções de atividades. É preciso também manter as escolas, os salários dos professores e de tantos profissionais envolvidos para fazer essa engrenagem rodar. Mas é um assunto em que tenho pensado bastante ultimamente, e resolvi compartilhar aqui para gerar essa reflexão.

Como tem sido por aí? Compartilha aqui comigo sua experiência, deixe seu comentário!