Livro: Eu, Mãe e Pai

eu, mãe e pai_mariana kupfer

 

De tempos em tempos pretendo dividir aqui algumas dicas de leitura que sejam relacionadas à maternidade, educação infantil e assuntos que sejam interessantes compartilhar. Para esse primeiro post, escrevi sobre o livro “Eu, Mãe e Pai – A Maternidade independente como escolha”, da Mariana Kupfer.

Mariana Kupfer, apresentadora do programa Amar Maternidade, conta nesse livro sua trajetória para se tornar mãe-solo. Aos 34 anos, ela sentiu o desejo da maternidade falar mais alto e, sem ter um parceiro para dividir esse sonho, decidiu fazê-lo sozinha. Através de uma inseminação artificial utilizando um banco de sêmen americano, ela engravidou e deu à luz Victoria, hoje com 9 anos.

Ela foi corajosa por ter feito a escolha de passar por uma gravidez sozinha, mas teve também que encarar uma carga emocional forte: teve hiperêmese gravídica (uma complicação que causa náuseas e vômitos demasiados que chegam a provocar desidratação): chegou a vomitar 40 vezes em um dia e tinha enxaqueca de nível sobrenatural (palavras dela), além de fortes dores nas costas, causadas pela hérnia de disco. Seu médico atribuiu ao lado psicológico um papel importante nesse quadro.

Mariana mostra o caminho das pedras para quem pretende encarar tratamentos de fertilidade e reprodução assistida. Conta em detalhes como funcionam, estimativas de preço, exames necessários, fala um pouco sobre os bancos de sêmen aqui e no exterior e ainda cita o congelamento de óvulos, para mulheres que planejam engravidar mais tardiamente.

Outra parte bacana e bem interessante do livro são os depoimentos que ela colheu de pessoas que têm diferentes configurações de família, tanto aquelas que fizeram tratamentos de fertilidade para engravidar, quanto casos de barriga de aluguel e pais e mães adotivos, dois pais, duas mães, enfim, cada vez mais comuns em nossa sociedade hoje.

É um livro sobre amor, e a maior lição que ela ensina aqui é a coragem de não se importar com a opinião alheia, “de se livrar do medo, dos julgamentos e dos preconceitos em prol de um sonho genuíno e legítimo”. Vale para todos nós, se você tem um sonho, siga forte até ele, não importa o que os outros pensem ou digam. Ela diz que se tivesse se importado com o que os outros dizem, não teria se tornado mãe. Teria deixado de realizar um sonho e viver esse grande amor por sua filha. Cabe uma boa reflexão.