Educação emocional – a nossa responsabilidade por um mundo melhor

A pandemia deixou claro que educação não é responsabilidade exclusiva do ambiente escolar.

Pudemos sentir na pele a dificuldade de ensinar, nos sensibilizar e valorizar ainda mais os profissionais que passam a maior parte do dia com filhos de lares e culturas diversas.

Eu, particularmente, achei essa parte uma ótima oportunidade de exercitar ou desenvolver a tão falada empatia.

Aplico treinamentos em ambientes escolares e sempre procuro despertar ou reascender nos professores a responsabilidade e privilégio de fazer parte diretamente da criação da nova sociedade.

Assim como eles, também somos responsáveis por esse novo mundo, afinal nossas crianças de hoje serão os adultos de amanhã.

A pergunta não deve ser mais aquela de que mundo você quer deixar para os seus filhos, mas sim: Que filhos você tem preparado para o mundo?

As duas últimas gerações não possuem preparo emocional suficiente para lidar com as necessidades desse novo momento. Claro, que passamos tempo desenvolvendo tantas outras competências consideradas mais importantes, mas inteligência emocional não foi uma delas.

Hoje, mais do que nunca é necessário o desenvolvimento da inteligência emocional. O despertar para a humanização, a nossa reintegração com a natureza e recursos ambientais e, a melhoria nas relações entre a sociedade nunca esteve tão em evidência.

Nós temos responsabilidade na geração dessa nova sociedade e o nosso papel quanto pais e cuidadores é ensinar, através do exemplo, nossos filhos a terem inteligência emocional e todas as habilidades que a compõe, não só para serem adultos bem-sucedidos em todas áreas, mas como adultos capazes de conduzir um novo modelo de sociedade.

Adultos melhores, criam crianças melhores.

Boa semana, responsabilidade, luz e sucesso.


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @lidersesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

Sobre disciplina positiva e punição

Estou lendo o livro Disciplina positiva e ainda é cedo para falar sobre o geral do livro, mas peguei alguns pontos que quero comentar.

Disciplina positiva nada mais é do que ensinar de maneira gentil. Aprendemos com nossos pais e avós que disciplina é punição, fazer sofrer. Sem orientação, vamos repetindo esses padrões que são tomados como certos. Felizmente, hoje há estudos que mostram que no longo prazo isso cria revolta, resistência e crianças que não acreditam no seu próprio valor e capacidade. Punição gera ressentimento, rebeldia, retaliação e recuo (que se divide em dissimulação e redução da autoestima).

Disciplinar o filho está mais relacionado com o que você fizer do que com o que você espera que seu filho faça. Afinal, crianças pequenas aprendem observando e imitando os outros ao redor.

As autoras explicam que é mais fácil resolver problemas quando há orientação gentil e firme até que as crianças tenham idade suficiente para entender o processo de criar limites e focar em soluções. Até lá, é possível resolver tranquilamente desviando o foco. Por exemplo: às vezes, Otto cisma de mexer em algo que não pode ou fazer alguma coisa “proibida”. Se eu simplesmente falar não e pedir para que ele saia dali, ele vai falar que não, vai chorar, se jogar no chão, aquele cenário que nós pais bem conhecemos. Em vez disso, desvio a atenção dele para outra coisa. Falo: “filho, vamos andar de motoca?” Ou: “acho que o papai está chamando, vamos ver o que é?” Pronto. Nesse momento ele já esqueceu o que queria fazer e perdeu o foco sem que haja estresse entre nós.

Outro dia contei no Instagram @amaeprematura (se ainda não viu, segue lá!) sobre o dia em que ele estava andando de bicicleta e chamei para almoçar. Óbvio que ele de imediato respondeu que não. Eu parei perto dele, abaixei e falei: filho, agora é hora de almoçar, estaciona sua bicicleta e depois de comer você volta para brincar. E assim foi. Sem brigas e choros.

Elas ainda falam sobre a importância de usar palavras respeitosas ao fazer pedidos para as crianças, como citei acima nesse dia da bicicleta. Procuro fazer isso com Otto e acho que faz muita diferença, mesmo ele sendo ainda tão pequeno.

O importante (e também talvez mais desafiador) é manter o equilíbrio entre falar com firmeza e delicadeza ao mesmo tempo. Ser gentil, ter paciência, mostrar interesse e conexão com a criança, respeitá-la e mostrar empatia são características da disciplina positiva.

Pode parecer papo de Buda, mas faz diferença. Sempre que eu faço diferente, observo os resultados positivos. E não estou aqui para fazer a mãe perfeita que segue à risca ensinamentos de livros. Sou humana, perco a paciência, grito. Porque isso faz parte do meu piloto automático, repetição de padrões que falei no início do texto. Mas me observo de maneira atenta diariamente para tentar fazer melhor. Mudar é difícil e requer esforço, mas os resultados são valiosos. Vale a pena tentar.

Me conta aqui nos comentários se você conhece a disciplina positiva e o que acha da punição!

Reconheça as emoções nas crianças

Cabe aos pais e cuidadores, além de todos os outros encargos, a responsabilidade de educar emocionalmente suas crianças. Dentre todas as responsabilidades inerentes aos pais e cuidadores, acredito que esta seja uma das mais importantes e desafiadora.

Estamos numa nova era e a geração das nossas crianças já vivem essa necessidade do afeto e do resgate da essência humana. Mas como lidar com as nossas questões emocionais e mais as das crianças?

A Comunicação Não-Violenta nos ensina a observar o outro numa situação de diálogo ou explosão emocional para entender quais as necessidades não atendidas estão sendo comunicadas. As crianças costumam expressar as necessidades através da birra, grito e choro.

Torne-se uma exploradora de sentimentos e necessidades das crianças, observe o contexto e, caso seja uma criança já na idade da fala, questione sobre os sentimentos e necessidades na situação. Estimule a criança a entender o que sente e falar sobre a sua vulnerabilidade.

Esse hábito de acolhimento é um dos fatores essenciais para alguém que deseja ter autocontrole emocional. Se você ainda não o tem, aconselho que desenvolva em si mesma e então estimule suas crianças a fazer o mesmo.

É importante lembrar da prática da empatia em relação as dores das crianças, claro que serão pequenas se comparadas aos problemas enfrentados por nós, mas para eles é realmente uma das maiores dores que tenham sentido, como por exemplo, precisar parar uma brincadeira tão legal para comer.

Reconheça os sentimentos, ensine de maneira leve e criativa a criança a entende-lo e comunica-lo. Uma maneira legal de gerar essa conexão é combinar um código para cada sentimento e quando estiver com dificuldade de entender o que está acontecendo internamente com a criança, pedir que ela faça o código e te mostre como ajudá-la.

Acolha todo e qualquer sentimento expressados por eles, tanto os que trazem uma necessidade, como os positivos, esse estímulo emocional é essencial.

Estamos na posição de co-criadores de uma nova sociedade quando educamos e orientamos nossas crianças, que possamos executar essa tarefa de maneira consciente e amorosa.

Luz e Sucesso!!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @lidersesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.