Sobre disciplina positiva e punição

Estou lendo o livro Disciplina positiva e ainda é cedo para falar sobre o geral do livro, mas peguei alguns pontos que quero comentar.

Disciplina positiva nada mais é do que ensinar de maneira gentil. Aprendemos com nossos pais e avós que disciplina é punição, fazer sofrer. Sem orientação, vamos repetindo esses padrões que são tomados como certos. Felizmente, hoje há estudos que mostram que no longo prazo isso cria revolta, resistência e crianças que não acreditam no seu próprio valor e capacidade. Punição gera ressentimento, rebeldia, retaliação e recuo (que se divide em dissimulação e redução da autoestima).

Disciplinar o filho está mais relacionado com o que você fizer do que com o que você espera que seu filho faça. Afinal, crianças pequenas aprendem observando e imitando os outros ao redor.

As autoras explicam que é mais fácil resolver problemas quando há orientação gentil e firme até que as crianças tenham idade suficiente para entender o processo de criar limites e focar em soluções. Até lá, é possível resolver tranquilamente desviando o foco. Por exemplo: às vezes, Otto cisma de mexer em algo que não pode ou fazer alguma coisa “proibida”. Se eu simplesmente falar não e pedir para que ele saia dali, ele vai falar que não, vai chorar, se jogar no chão, aquele cenário que nós pais bem conhecemos. Em vez disso, desvio a atenção dele para outra coisa. Falo: “filho, vamos andar de motoca?” Ou: “acho que o papai está chamando, vamos ver o que é?” Pronto. Nesse momento ele já esqueceu o que queria fazer e perdeu o foco sem que haja estresse entre nós.

Outro dia contei no Instagram @amaeprematura (se ainda não viu, segue lá!) sobre o dia em que ele estava andando de bicicleta e chamei para almoçar. Óbvio que ele de imediato respondeu que não. Eu parei perto dele, abaixei e falei: filho, agora é hora de almoçar, estaciona sua bicicleta e depois de comer você volta para brincar. E assim foi. Sem brigas e choros.

Elas ainda falam sobre a importância de usar palavras respeitosas ao fazer pedidos para as crianças, como citei acima nesse dia da bicicleta. Procuro fazer isso com Otto e acho que faz muita diferença, mesmo ele sendo ainda tão pequeno.

O importante (e também talvez mais desafiador) é manter o equilíbrio entre falar com firmeza e delicadeza ao mesmo tempo. Ser gentil, ter paciência, mostrar interesse e conexão com a criança, respeitá-la e mostrar empatia são características da disciplina positiva.

Pode parecer papo de Buda, mas faz diferença. Sempre que eu faço diferente, observo os resultados positivos. E não estou aqui para fazer a mãe perfeita que segue à risca ensinamentos de livros. Sou humana, perco a paciência, grito. Porque isso faz parte do meu piloto automático, repetição de padrões que falei no início do texto. Mas me observo de maneira atenta diariamente para tentar fazer melhor. Mudar é difícil e requer esforço, mas os resultados são valiosos. Vale a pena tentar.

Me conta aqui nos comentários se você conhece a disciplina positiva e o que acha da punição!

Reconheça as emoções nas crianças

Cabe aos pais e cuidadores, além de todos os outros encargos, a responsabilidade de educar emocionalmente suas crianças. Dentre todas as responsabilidades inerentes aos pais e cuidadores, acredito que esta seja uma das mais importantes e desafiadora.

Estamos numa nova era e a geração das nossas crianças já vivem essa necessidade do afeto e do resgate da essência humana. Mas como lidar com as nossas questões emocionais e mais as das crianças?

A Comunicação Não-Violenta nos ensina a observar o outro numa situação de diálogo ou explosão emocional para entender quais as necessidades não atendidas estão sendo comunicadas. As crianças costumam expressar as necessidades através da birra, grito e choro.

Torne-se uma exploradora de sentimentos e necessidades das crianças, observe o contexto e, caso seja uma criança já na idade da fala, questione sobre os sentimentos e necessidades na situação. Estimule a criança a entender o que sente e falar sobre a sua vulnerabilidade.

Esse hábito de acolhimento é um dos fatores essenciais para alguém que deseja ter autocontrole emocional. Se você ainda não o tem, aconselho que desenvolva em si mesma e então estimule suas crianças a fazer o mesmo.

É importante lembrar da prática da empatia em relação as dores das crianças, claro que serão pequenas se comparadas aos problemas enfrentados por nós, mas para eles é realmente uma das maiores dores que tenham sentido, como por exemplo, precisar parar uma brincadeira tão legal para comer.

Reconheça os sentimentos, ensine de maneira leve e criativa a criança a entende-lo e comunica-lo. Uma maneira legal de gerar essa conexão é combinar um código para cada sentimento e quando estiver com dificuldade de entender o que está acontecendo internamente com a criança, pedir que ela faça o código e te mostre como ajudá-la.

Acolha todo e qualquer sentimento expressados por eles, tanto os que trazem uma necessidade, como os positivos, esse estímulo emocional é essencial.

Estamos na posição de co-criadores de uma nova sociedade quando educamos e orientamos nossas crianças, que possamos executar essa tarefa de maneira consciente e amorosa.

Luz e Sucesso!!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @lidersesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.