Série: The Bold Type

Esse texto contém spoiler!

A série que estreou há pouco tempo na Netflix está cheia de assuntos importantes e que valem nossa reflexão, porém, embrulhados num entretenimento leve e gostoso de assistir com elementos que eu amo e são importantes pra mim: amigas, moda, jornalismo e Nova York. Fórmula perfeita!

A história gira em torno das três amigas que são protagonistas da série: Jane, Sutton e Kat. Elas trabalham em uma importante revista feminina e compartilham histórias de amizade, relacionamentos amorosos, carreira, família e vários outros.

Como eu disse, as mensagens são muitas, mas resolvi separar alguns tópicos para contar aqui:

Jornalismo
A história gira em torno de três amigas que trabalham na Scarlet, uma importante revista de moda em Nova York. Jane, uma das protagonistas, é jornalista, e entre drinks e confissões de suas bffs no closet da revista, busca inspiração e fontes para suas pautas. Sou jornalista e amo escrever, e me identifiquei logo de cara com essa personagem.

Moda
A revista cobre diferentes assuntos e um de grande destaque é a moda. Sutton é a personagem que sonha em trabalhar nessa área e batalha por uma vaga de assistente de moda, quando produz e faz o styling de lindos ensaios de fotos. Os looks das protagonistas também não ficam atrás no quesito fashion.

Empoderamento feminino
Mulheres fortes, que sabem o que quer, que não se calam, que buscam o próprio prazer, que lutam por espaço no ambiente corporativo. São alguns dos ângulos mostrados na série.

Influência digital
A série começa em 2017 e já mostra fortemente a presença e força do digital, tanto na vida pessoal, como na trajetória de marcas como a revista Scarlet. Como um Tweet pode alavancar ou enterrar uma pessoa (e/ou marca) e sua carreira.

Líderes humanizados
A série foge totalmente do estereótipo de chefe carrasco, que põe medo e humilha seus funcionários. Muito pelo contrário. Jacqueline, a editora-chefe da revista, age sempre com muito cuidado, carinho e dá direcionamento. É exigente e sabe tirar o melhor de cada um deles, sem perder o lado humano.
Oliver, stylist e chefe de Sutton, também cria uma relação de carinho e cumplicidade com sua pupila. Bonito de ver os ensinamentos que ele passa e até conselhos amorosos.

Maternidade
É um assunto sobre o qual adoro falar. Na série ele aparece através da Jacqueline, editora de sucesso da revista Scarlet, que divide a vida profissional e o casamento com dois filhos.
Sutton também aborda esse tema quando perde um bebê e se sente aliviada. Ela então se dá conta de que não quer ser mãe e isso se torna uma questão no seu casamento.
Outro viés desse assunto aparece quando Jane descobre, aos 26 anos, que possui uma mutação genética que indica grande chance de ter câncer de mama e, entre outras decisões difíceis que terá de tomar, precisa pensar sobre se quer ter filhos ou não para poder congelar óculos.

Bem, esses são alguns pontos que achei interessante destacar. Mas na série ainda se fala muito sobre sexismo, racismo, diversidade, rótulos, sexualidade… Tudo envolvido de humor, amizade das protagonistas, bons drinks e, claro, Nova York, que é sempre um charme.
As quatro temporadas estão disponíveis na plataforma e já espero por uma quinta em breve. Mal terminei e já me sinto órfã da série. Quem também se sente assim quando termina uma que gosta muito?

Dica de série: O Gambito da Rainha

Série curtinha da Netflix, mas que vale as horinhas frente à TV. Apesar de ser mais parada, é uma história que prende.

Elizabeth fica órfã ainda menina e vai para um orfanato. Lá, aprende xadrez com o zelador do local e desenvolve uma habilidade surpreendente para o jogo.

Ambientada nos anos 60/70, mostra uma moça inteligente, determinada e muito esforçada. Ainda no orfanato, lia livros sobre grandes jogadores de xadrez e estudava suas principais jogadas.

Na adolescência foi adotada e sua mãe adotiva ofereceu suporte e companhia durante dezenas de torneios de xadrez dos quais ela participou mundo afora, rompendo barreiras como uma jogadora mulher, algo que não se via na época.

A principal lição aqui é a maneira como a personagem enxergou uma oportunidade, acreditou no próprio potencial e trabalhou muito duro para se aprimorar e atingir seus objetivos. Mesmo quando ganhava as partidas, ela nunca parou de estudar. E ficava cada vez melhor. Algo para se adotar também na vida real.

Dica de série: Da decoração ao makeover

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Que todo mundo adora uma série de decoração/reforma não é novidade. Basta dar uma rápida espiada no catálogo de opções da Netflix e afins.

Da decoração ao makeover mostra a vida e o trabalho de Shea e Syd McGee, que renova desde pequenos cômodos ou ambientes até casas completas. Inclusive a casa dos sonhos do casal, que eles fazem do zero para viver com as duas filhas pequenas.

Além do estúdio de design de interiores, o casal tem uma loja móveis e decoração que parece ser uma sensação lá nos Estados Unidos. Eles não estão para brincadeira: tudo é de muito bom gosto, e tanto as peças da loja quanto os projetos de decoração fazem muito sucesso.

O bacana é que Shea, que encabeça e dirige cada projeto pessoalmente, consegue ler e interpretar os clientes, entendendo exatamente o que eles buscam. E ela comenta que não importa se é um budget mais modesto ou cifras milionárias, o importante é que o cliente sinta que a casa reflete seu estilo pessoal. Ela diz que o design não se resume a coisas bonitas. Ele tem o poder de mudar seu modo de viver na casa.

São apenas duas temporadas de seis episódios cada, mas fuçando na internet, descobri que eles já estão gravando a terceira temporada que deve ir ao ar ainda esse ano. Super indico para relaxar a mente se deliciar com imagens lindas de casas repaginadas e o cenário encantador de Utah, nos Estados Unidos.

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Dica de série: Emily em Paris

Essa série delicinha da Netflix é do mesmo criador de Sex and The City, fator de alta credibilidade e indicador de sucesso pra mim, já que sou apaixonada pela antecessora.

Emily é uma jovem que trabalha numa empresa de marketing em Chicago e, após uma mudança de planos repentina – sua chefe, que ia a Paris, descobre que está grávida e não poderá viajar – aceita passar um ano na cidade luz e levar um pouco da visão americana para a filial de lá.

Porém, quando ela chega na empresa, percebe que o emprego dos sonhos não era exatamente o que ela imaginava. Ela sofre rejeição e uma certa resistência dos novos colegas de trabalho. Ah, tem um detalhe: ela foi pra lá sem falar francês!

Mas isso não foi motivo para ela perder o rebolado. Com muita resiliência, bom humor e competência, ela mostra a que veio.

Quando chega à cidade, ela cria um perfil no Instagram para dividir sua nova vida, o @emilyinparis. Com um olhar apurado e criatividade, ela vai compartilhando cliques que se tornam cada vez mais populares.

E é esse olhar sobre o marketing nas redes sociais que ela tenta levar para os clientes da empresa em que trabalha, mas sua chefe não bota fé. Eles têm um modelo de trabalho e não querem se abrir para mudanças. Além disso, a história também fala um pouco sobre a diferença de estilo de vida entre franceses e americanos. Esses mais voltados para muito trabalho e fazer dinheiro, e aqueles, num estilo mais “slow”, acreditam que trabalham para viver, e não o contrário.

Até que um post de Emily ganha milhares de compartilhamentos e é repostado por Carla Bruni. Em outro momento, seu perfil se destaca tanto que uma grande marca de beleza a convida para ser sua embaixadora, como influenciadora digital.

Além de ser uma história gostosa de acompanhar, ela mostra a importância e real influência do marketing digital. Para tantas pessoas que trabalham com isso hoje, serve também de inspiração e fonte de criatividade. Com um olhar particular da cidade ou de algum produto específico somado a uma boa legenda, Emily consegue emplacar um conteúdo de impacto e relevância. O desejo de todos que trabalham nessa área hoje.

Acho que mais do que uma história bacana, a série traz esse olhar sobre o marketing digital, sobre a resiliência de uma menina que não desiste da nova vida e de defender aquilo em que acredita. E, por último, mas não menos importante, tudo isso é mostrado com um certo glamour trazido pela moda nos looks da Emily e suas amigas e também nos clientes da empresa. O que eu amo e me faz encher os olhos!

Você também já assistiu? O que achou?

Abaixo um bônus com algumas fotos de looks!

Dica de série: Trump, um sonho americano

Recentemente assisti a esse documentário sobre a vida de Donald Trump, presidente americano, após ouvir uma recomendação e ficar curiosa sobre a história. Não quero e nem tenho embasamento para falar sobre política, mas o que me chamou atenção aqui foi a história de vida dele.

O documentário disponível na Netflix é dividido em quatro capítulos de mais ou menos uma hora cada. Ele mostra como Trump, filho de um empreiteiro que fez a vida construindo prédios populares em Nova York trilhou seu caminho e chegou à presidência da economia mais importante do mundo.

Desde jovem ele se interessou pelos negócios do pai e seguiu o mesmo caminho, mas sempre buscando superar as conquistas do pai. Tudo dele é superlativo: o maior hotel, o maior edifício, o maior cassino, enfim.

Se mostrou obstinado desde cedo, sempre acreditando nas próprias ideias por mais malucas que elas parecessem. Teve alguns tropeços financeiros no meio do caminho. Flertou com a presidência outras três vezes antes de se candidatar de fato. E chegou a afirmar: “Só vou me candidatar quando eu tiver certeza que vou vencer”.

É polêmico na mesma proporção em que gosta de estar em evidência: se casou três vezes com festas cheias de ostentação, clichês e uma dose de cafonice. A primeira separação foi um escândalo de traição que repercutiu fortemente nos jornais de todo o país.

Gosto de assistir/ler biografias e saber um pouco mais da história de figuras assim. Não sabia quase nada da vida do Trump. E independentemente de ser favorável a ele ou não, é preciso reconhecer o autocontrole e a capacidade de projetar um sonho e conseguir alcançá-lo. Obstinação, fé (e não falo em religião, mas sim de acreditar que é possível, que se pode chegar lá, e de fato chegar) e um planejamento minucioso de cada passo.

E como ninguém é unanimidade, há depoimentos de antigos funcionários, amigos e pessoas próximas. E as opiniões são variadas: uns gostam, outros não. Como em tudo na vida.

O documentário vem à tona bem no momento em que ele deu início à corrida presidencial para tentar sua reeleição. Vamos ver o que esse capítulo da história mundial nos reserva.