Entendendo as birras

birras

Há alguns dias fiz um post sobre como sobreviver às birras (se você não leu, pode ler clicando aqui). Hoje volto ao assunto porque sei que é algo comum e que acontece com frequência em todas as famílias. Mas hoje vim explicar um pouco melhor sobre o que são para entendermos e lidarmos melhor com essa questão.

Emoções são a energia que controla o cérebro humano, segundo pesquisadores. Também são emoções as informações que tendem a nos ajudar a tomar decisões sobre o que precisamos fazer para ficarmos seguros e saudáveis. As birras são essas emoções que as crianças não sabem controlar nem como expressar. Representam alguma necessidade não atendida. Compreender o porquê das birras – e como lidar – ajuda a manter a calma e a postura durante uma explosão emocional.

Crianças têm os mesmos sentimentos que os adultos, mas não têm palavras nem habilidade para lidar com eles ou controlar seus impulsos. Cabe a nós, como pais, entendermos o que levou à birra, quais sentimentos se acumularam. Quando entendermos isso, além de sabermos que não é algo pessoal, ajuda a não entrarmos no caos.

Ceder pode ser a solução?

Ceder talvez resolva o problema na hora, mas traz efeitos negativos em longo prazo.

Quando cedemos nossos filhos aprendem que devem fazer o que for necessário para conseguir o que querem. “Sei como fazer para me darem o que quero”. Eles repetem comportamentos que “funcionam”.

Não fale, apenas aja

Muitas vezes, uma atitude séria, firme e gentil vale muito mais do que palavras.

Seu filho está aos gritos no shopping porque você não comprou o brinquedo que ele queria. Você pode pegá-lo no colo, de maneira calma, gentil e firme, e, em silêncio, leva-lo para algum lugar mais tranquilo.

Nomeie os sentimentos dele (fiz um post no insta ontem mesmo sobre isso, leia aqui). “Você ficou triste porque não compramos o brinquedo”.

Dê um tempo para ele se acalmar e reativar seu cérebro. Valide os sentimentos dele. Repetindo ações como essas, com o tempo ele deve aprender a lidar com as próprias emoções (lembre-se que as crianças não aprendem vendo apenas uma vez, elas aprendem por repetição, é preciso paciência).

Respiração como aliada para acalmar (você e seu filho)

Para lidar com as birras, o importante antes de tudo é se acalmar (sei que na prática não é tão simples).

Pesquisadores explicam que respirações calmas e focadas ajudam o cérebro a se reconectar, então a habilidade de pensar claramente e procurar soluções é restaurada.

Portanto, respire fundo e conte até dez. Acalme-se. Depois de se acalmar, ajude seu filho a se tranquilizar também. É muito importante que você o ajude, pois regulação emocional é uma habilidade que leva alguns anos para ser dominada.

Sei que na prática não é tão fácil. Mas quando saímos do piloto-automático e passamos a enxergar a situação por outro ângulo, tudo começa a fazer sentido e começa a mudar. Quando você muda sua atitude, seu filho vai mudar a dele também, passando a se comportar de maneira diferente. A mudança deve partir de você para que ele aprenda. Lembra que as crianças aprendem pelo exemplo? Mas também vai ser preciso um pouquinho paciência, já que não vai ser logo na primeira vez que ele vai entender. Mas no fim vai dar certo e vocês terão uma relação muito melhor, com mais entrosamento e conexão.

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Conexão entre pais e filhos

conexão pais e filhos

“O que seu pequeno mais precisa aprender nos primeiros três anos de vida não se encontra em cartões de memorização ou telas eletrônicas. O desenvolvimento do cérebro consiste na conexão com outras pessoas, e o cérebro do seu filho foi feito para buscar conexão desde o momento do nascimento. A forma como você e os outros cuidadores do seu filho se relacionam com ele – como conversam, brincam e cuidam – é, de longe, o fator mais importante no desenvolvimento de um bebê ou criança pequena.”

(Trecho do livro Disciplina Positiva)

 

Essa frase do livro Disciplina Positiva explica claramente o que é importante para nossos filhos.

Esteja presente com seu filho: cante músicas, olhe nos olhos, brinque junto, leia um livrinho para ele, encoraje-o a ser criativo e explorar o mundo, atenda prontamente aos chamados dele, dê colo. Isso é gerar conexão entre vocês.

Crianças querem se sentir conectadas e protegidas. Assim, crescerão adultos fortes e capazes.

Como está a conexão por aí?