A importância do Palivizumabe para bebês prematuros

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O Palivizumabe, também conhecido como Synagis, é um medicamento de imunização para proteger os bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável pela bronquiolite, principalmente em bebês prematuros. A doença causa um inchaço que estreita as vias respiratórias, o que dificulta a respiração.

Como o pulmão é um dos últimos órgãos a se desenvolver no bebê durante a gestação, no caso dos prematuros, o bebê pode nascer com o pulmão não totalmente amadurecido, deixando-o mais vulnerável a doenças como essa, que dependendo do caso, pode ser muito grave.

São indicadas cinco doses de Palivizumabe (Synagis) a cada 30 dias, durante o período sazonal, que aqui em São Paulo corresponde ao período entre os meses de fevereiro e junho. Ano passado, Otto tomou quatro doses. Esse ano vamos conseguir aplicar todas as doses. A imunização tem efeito de 30 dias, por isso é necessário repetir.

O Palivizumabe é disponibilizado pelo governo gratuitamente para os bebês que se encaixam nos critérios para receber a medicação:

  • Bebês de até 1 ano nascidos prematuros com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas
  • Bebês de até 1 ano nascidos prematuros com idade gestacional entre 29 e 31 semanas e 6 dias, nascidos a partir de janeiro do ano vigente da aplicação do medicamento
  • Crianças de até 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade com necessidade de tratamento nos últimos seis meses
  • Crianças de até 2 anos com doença cardíaca congênita, com repercussão hemodinâmica demonstrada

Para ter direito à medicação, é preciso fazer a solicitação em uma farmácia de alto custo com os documentos solicitados, que vou colocar no fim do post. Depois, o Alô Mãe, um programa da Prefeitura de São Paulo que trabalha com a saúde de bebês e gestantes, entra em contato por telefone para agendar a primeira dose em uma unidade de serviço mais próxima.

Lembrando que não basta querer que a criança tome o Palivizumabe apenas como uma proteção extra se ela não se encaixar nos requisitos necessários e não tiver toda a documentação exigida.

Vou falar sobre minha experiência com o Otto. Ano passado, ele tomou a primeira e a segunda dose ainda na maternidade, durante a internação. Nesse caso com cobertura do plano de saúde, pois ele ainda estava internado e esse medicamento é muito caro. Quando ele teve alta, reunimos todos os documentos necessários e demos entrada na farmácia de alto custo. Depois de uns 20 dias tivemos retorno com o agendamento da aplicação da primeira dose no Instituto da Criança, no Hospital das Clínicas, e lá mesmo foi agendada a aplicação seguinte.

Este ano demos entrada assim que abriram para solicitação e a aplicação foi agendada para o fim de fevereiro no Hospital Universitário. Depois, o serviço do Alô Mãe entrou em contato para marcar a próxima dose, dessa vez no Hospital Campo Limpo, bem longe da minha casa, mas houve alguma mudança e as crianças foram encaminhadas para lá. A segunda, terceira e quarta dose foram lá, onde será também a última, no mês que vem.

Apesar de ser um serviço público, achei muito bem organizado e eficiente. Eles são bem exigentes com a documentação, não pode faltar nada, nem ter nenhuma informação divergente. Mas, uma vez que está tudo ok, todo o resto funciona. E, com exceção do HU, que demorou um pouco mais para nos atender, as demais aplicações foram bem rápidas. O bebê é pesado para poder calcular a quantidade exata do medicamento e pronto, já acontece a aplicação.

Para quem quiser saber quais são os documentos necessários para fazer a solicitação, pode acessar este link. Peguei no site da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, lá tem todas as informações atualizadas em janeiro deste ano. Para quem é de outro estado, não sei se tem alguma diferença, mas você pode se informar com o pediatra.

Espero ter esclarecido um pouco mais sobre esse importante medicamento que ajuda muito os bebês prematuros. Se tiverem mais dúvidas, deixem nos comentários.