Pandemia e mudança de comportamento nas compras de moda

comportamento de moda

A moda conta história e reflete o momento e o contexto que estamos vivendo. Com a pandemia e o lockdown não seria diferente. A vida de grande parte das pessoas mudou e se resume a pouquíssimas ou nenhuma saída de casa. Logo, a moda traduz isso na maneira de se vestir que também mudou para algo mais casual.

Ainda que se tenha reuniões on-line por vídeo, a busca por conforto e simplicidade (sem perder o estilo e a informação de moda) se tornou mandatária.

Donos de marcas de moda observam a mudança de comportamento e a tendência pela busca de tecidos de qualidade e boas modelagens que ofereçam conforto.

Os tricôs também aparecem como protagonistas por oferecerem sensação de aconchego e acolhimento (um pouco do que estamos precisando).

Parece que estamos caminhando para uma fase na moda sem muita extravagância, ao contrário, o simples, o atemporal, mas com toque de estilo e personalidade fazem os looks da vez. Aguardemos a próxima tendência.

Imagem: Pinterest

Como usar saia midi com bota e arrasar na meia-estação

Sei que o comprimento midi é meio controverso, especialmente porque quem não é tão alta pode achar que não favoreça, mas usando os truques certos de styling, dá para arrasar na produção. Invista em modelos com cintura mais alta para alongar a silhueta; use botas com o bico mais fino e deixe um pouco de pele à mostra, seja na canela ou nos punhos; se a bota for de cano mais longo, certifique-se de que a saia cubra tudo para dar um efeito mais bacana.

Dito isso, bora ver algumas inspirações para arrasar nessa estação!

Que tal? Qual foi seu look preferido? Agora já pode correr para o closet e montar o seu!

Imagens: Reprodução Instagram e Pinterest

Dica de série: O Paraíso e a serpente

Pode conter spoiler

A série da Netflix que está nos últimos dias entre os top 10 e tem sido comentada nas redes tem oito episódios de aproximadamente uma hora cada. Mas você fica tenso e grudado na tela, especialmente nos três primeiros episódios.

A história, que é baseada num caso real (guarde bem essa informação), se passa em Bangkok, na Tailândia dos anos 70. Um homem que se apresenta como Alain Gautier (mais adiante descobrimos que o verdadeiro nome é Charles Sobhraj, vendedor de gemas, leva a vida aplicando golpes em jovens do mundo todo que viajam ao país a passeio.

Ele é sedutor, convincente, sabe levar as pessoas no papo, e quando se vê, não restou nada para contar história. Ele dopa as pessoas colocando remédio nas bebidas e leva tudo que elas têm.

Mas ele não faz isso sozinho. Tem a ajuda do comparsa Ajay e da companheira Monique (ou Marie-Andrée) que o fazem passar por um homem de negócios bem sucedido e contribuem em todo o esquema.

Ele faz tudo com muita frieza e não procura se esconder de ninguém. Até que ele aplica o golpe e mata um jovem casal de holandeses. Esse caso cai nas mãos do incansável diplomata holandês que trabalha na embaixada da Tailândia, Herman Knippenberg, que sente cheiro de coisa estranha e começa a investigar.

Ele enfrenta muita resistência por parte das autoridades e inclusive da própria embaixada, mas não desiste e pouco a pouco vai desenrolando essa história, que passa a ficar pior quanto mais se descobre.

Afeganistão, Nepal e Índia são outros lugares por onde Alain passa cometendo seus crimes impunemente. Com a ajuda do casal francês Nadine e Remi, Knippenberg consegue reunir provas e monta um dossiê associando Alain a diversas mortes de jovens europeus.

O mais chocante é a tranquilidade e frieza de Alain para agir. Tanto Mariée quanto Ajay têm crises de consciência em alguns momentos. Mas ele não. Não demonstra tristeza, remorso, amor, compaixão, nada.

A história leva anos para ter um desfecho, mas ele acontece. Talvez não da maneira que se espera, mas acontece. E o que eu falei no início do texto sobre ser baseado em fatos reais, é que mais chocante ainda é pensar que esse homem existe e praticou todos esses crimes da maneira como foi retratado. Todos os personagens são reais (inclusive o macaquinho de estimação que aparece), apenas tiveram os nomes trocados para preservar sua intimidade. No fim, aparecem relatos sobre onde estão cada um deles. Emociona de ver.

Filme: Fuja

Sarah Paulson interpreta Diane, uma mãe superprotetora que cria a filha, Chloe, cadeirante – e portadora de doenças como asma, diabete e arritmia – longe de tudo e de todos. Ela estuda em casa e recebe ali todos os cuidados necessários.

Chloe é independente e se vira bem sozinha nas atividades diárias. Está sonhando com a hora de ir para a universidade e aguarda ansiosamente a resposta de sua aplicação.

Elas parecem viver muito bem – exceto pelo fato de Chloe não ter celular e não poder usar a internet sem a supervisão da mãe. Até que um fio solto chama atenção de Chloe. Sob a desculpa de troca de medicamento, Diane tenta dar à menina um remédio que ela descobre mais tarde ser algo perturbador.

O filme tem doses de suspense e mistério na medida. Sob a fachada de mãe dedicada e que ama muito a filha, aos poucos ela começa a revelar a verdadeira face e praticar abusos psicológicos com a menina.

O tempo todo o espectador se pergunta (pelo menos eu me perguntei rs) a possível explicação para Diane fazer tudo que faz com a filha. Existe um porquê, mas nada que justifique tamanha crueldade (e não vou detalhar para não dar spoiler rs). É um filme que prende, desperta curiosidade e flui super bem, apesar da temática de suspense e mistério. O final é surpreendente.

Obs.: O filme está disponível na Netflix