Quanto tempo um bebê prematuro fica no hospital?

Quando Otto nasceu e foi para a UTI Neonatal, a primeira pergunta que fiz foi: quanto tempo ele vai ficar internado? E acredito que essa é a pergunta de todos os pais de bebês prematuros. A primeira resposta que tive de uma enfermeira foi a seguinte: é difícil prever, mas, geralmente, eles ficam, no mínimo, o tempo que deveriam estar ainda em formação na barriga. Faz sentido, não é mesmo?

Esse é o primeiro fator a ser considerado. Se ele ainda tinha um caminho a ser percorrido no ambiente intrauterino, natural que leve um tempo aqui fora – e talvez um pouco mais do que demoraria na barriga – para se desenvolver. Fora da barriga o processo acaba sendo um pouco mais lento e há outros fatores a serem considerados, além de que cada bebê é único.

Primeiro vamos lembrar que a gestação completa possui 40 semanas. Os bebês são considerados:

Prematuros extremos quando nascidos entre 24 e 30 semanas de gestação;

Prematuros moderados entre 31 e 36 semanas;

Prematuros limítrofes quando nascidos até 37 semanas.

Sabendo de quantas semanas o bebê nasceu, já dá para se ter uma ideia de quanto tempo ele pode ficar, considerando as semanas restantes até completar 40. Isso se não tiver nenhuma intercorrência no caminho. No caso do Otto, que nasceu de 28 semanas, e a previsão de nascimento era dia 18 de maio, ele ficou 55 dias na UTI Neo. Nasceu em 1 de março e teve alta em 24 de abril.

Um dia a mais na barriga são dois a menos de UTI, além de reduzir o risco de possíveis sequelas no bebê.

Falo pela experiência que tive com Otto e também o que pude ver enquanto estivemos no ambiente hospitalar. Felizmente, ele não teve nada além do que era esperado para um bebê com o grau de prematuridade dele. Tudo que ele teve era previsto: banho de luz por conta de icterícia; apresentou infecção e foi necessário tomar antibiótico; precisou de transfusão sanguínea duas vezes.

Ficou entubado por cinco dias, depois mais três dias no Cpap nasal (um aparelho que ajuda no desconforto respiratório do bebê sem precisar entubá-lo), então passou para o oxigênio pelo narizinho e por fim o catéter de baixo fluxo até que pudesse respirar sozinho. Mas nesse meio tempo, acontecem as temidas apneias, quando o bebê para de respirar. Otto teve alguns episódios e é um baita susto.

Durante a internação, ele tomou duas doses de palivizumabe (ou Synagis), medicamento de extrema importância para os prematuros. Tem post completo sobre ele aqui. Também fez o exame de fundo de olho duas vezes e não houve nenhum problema oftalmológico. Falo mais sobre esse exame aqui.

Outra coisa que é comum acontecer com os prematuros, mas que pode assustar um pouco os pais é a hemorragia cerebral. Ela pode acontecer em diferentes graus. Otto teve grau 1 (esperado no caso dele) que foi absorvido naturalmente pelo organismo. Vi alguns bebês sendo operados por hérnia, mas Otto não precisou.

Quando deveria completar 34 semanas de gestação, é dado início ao estímulo no peito. Até então ele recebia meu leite via sonda. Depois, ainda com a sonda, ele começa a aprender mamar na mamadeira, antes de ir para o peito. Não é logo de cara que eles reconhecem e passam a mamar no peito.

Quando o bebê está apto a ter alta?

Na maternidade onde Otto nasceu, o critério para a alta é o peso, quando o bebê completa 2 kg, – somado, claro, a fatores como a mamada e capacidade de respirar sozinho. Quando Otto teve alta, ele estava com 2.110 kg, mas ainda não pegava no peito tão bem, mamava na mamadeira. Foi mesmo em casa, num trabalho de formiguinha, que ele acabou pegando. Consegui amamentar até 9 meses. Aqui tem um post bacana sobre amamentação dos prematuros.

Durante a internação os pais vão percebendo a evolução do bebê. No hospital São Luiz, onde Otto nasceu, eles são separados por salas que diferenciam grau de prematuridade e complexidade dos casos. Conforme o bebê vai evoluindo, vai mudando de sala, até chegar na sala pré-alta.

O que eu quero trazer com esse post é uma luz para mães que, como eu, são pegas de surpresa pelo parto prematuro e não têm ideia do que é isso, as possíveis consequências, enfim. Não existe uma fórmula que diga quantos dias o bebê ficará internado, mas sabendo um pouco mais sobre o que pode acontecer, para estar preparada e saber o que esperar, já ajuda muito, tenho certeza!

Espero poder ajudar essas mães que estão passando por isso a enfrentar de uma maneira mais leve e com um pouco mais de conhecimento da situação. Compartilho aqui minha experiência que pode ser parecida com a de outras mães.

Se esse post te ajudou ou pode ajudar alguém, deixe aqui seu comentário e compartilhe com outras mães que podem se interessar e se beneficiar!

Quais são as causas para o parto prematuro?

grávida

O Brasil possui uma taxa de 11,5% de partos prematuros, de acordo com a Fiocruz e a OMS. Somos o décimo país no ranking da prematuridade, segundo o estudo Born To Soon, da ONG americana March of Dimes.

A verdade é que ainda são desconhecidas todas as causas do parto prematuro. Mas fato é que toda gestante está sujeita a ter um parto mais cedo do que o esperado. Alguns fatores são conhecidos e podem ser evitados e vou falar um pouco sobre eles neste post.

O meu parto foi prematuro devido ao quadro de pré-eclâmpsia (contei aqui), bem comum de acontecer. Como no meu caso, que já passei pelo parto prematuro, a chance de acontecer novamente é maior.

Também têm maior risco gestantes de gêmeos ou múltiplos, com problemas de colo do útero ou uterinos.

Importante falar sobre fatores pelos quais temos controle, como não deixar de fazer o pré-natal corretamente (para detectar qualquer alteração que possa acontecer), cigarro, álcool (mesmo em doses muito pequenas pode causar dificuldades de aprendizagem e problemas de desenvolvimento), drogas e estresse.

Os demais fatores conhecidos: infecções do trato urinário, sangramento vaginal, diabete, obesidade, distúrbios de coagulação, anomalias congênitas do bebê, gestações próximas (menos de seis a nove meses entre o nascimento de um bebê e uma nova gestação), idade abaixo de 17 anos e acima de 35, gravidez gerada por fertilização in vitro.

Também podem ser causa de parto prematuro: bolsa rota/ruptura prematura de membrana, síndrome de Hellp, descolamento prematuro da placenta, malformações uterinas, placenta prévia e malformações fetais.

Alguns sinais podem indicar que você está em trabalho de parto prematuro:

  • Contrações a cada 10 minutos ou mais
  • Mudanças na secreção vaginal
  • Pressão pélvica
  • Dor lombar
  • Cólicas menstruais
  • Cólica abdominal com ou sem diarreia

Nesses casos ou se houver dúvida, ligue imediatamente para o médico.

Já falei várias vezes aqui no blog que na maternidade aprendemos que não temos controle de tudo. No caso do parto não é diferente, mas existem algumas ações possíveis para tentar prevenir o parto prematuro:

Assim que engravidar, avise seu médico, comece o pré-natal o quanto antes e siga corretamente

Deixe seu médico a par de todo seu histórico de saúde e possíveis fatores de complicação

Mantenha dieta equilibrada e controle seu peso

Não beba e não fume

Não se automedique

Faça exercícios

Mantenha sua vacinação em dia

Converse com seu médico sobre o consumo de ácido fólico e vitamina B12 que evitam o desenvolvimento de malformações e danos no sistema nervoso

Esteja alerta para sangramentos

E, se posso deixar uma mensagem de alívio, como quem já passou por isso, eu digo: Mantenha-se tranquila! Eu sei que é difícil e é mais fácil falar do que na prática. Mas isso vai fazer toda diferença para você e para o bebê. Você vai passar calma para ele e ao mesmo tempo se manter em equilíbrio durante essa jornada. E tenha em mente o mantra: tudo vai dar certo!

O que achou do post? Espero que possa ajudar de alguma maneira! Deixe suas dúvidas e comentários!

Obs.: Não sou médica. Esse post foi escrito baseado na minha experiência e em pesquisas que fiz sobre o tema. Se tiver qualquer dúvida, converse com seu médico!

Conheça e pratique a escrita terapêutica

A escrita é uma das ferramentas mais fáceis e rápidas para quem se preocupa com a sua saúde mental e emocional.

Não tem segredo, você precisa de alguns minutos sem interrupções, papel, caneta e vontade de organizar todas as inúmeras ideias que sua mente carrega. Você não precisa ser escritor e nem ter talento especifico para a escrita, afinal de contas é para analise sua.

Separe 5 minutos dos seu dia e escreva tudo o que vier, sem julgamentos, não precisa fazer sentido. Vá tirando da sua mente todas as ideias que se misturam, como se estivesse esvaziando. Fazendo isso por 10 dias consecutivos, já será possível notar o quanto se sentirá mais calma, menos ansiosa e estressada.

Existem muitos benefícios nessa técnica, como por exemplo, o autoconhecimento. Já que é possível saber mais sobre você pelas coisas que você escreve, avaliando as ideias, sonhos, vontades, sentimentos. Se no momento da escrita você estiver triste e vier a escrever sobre isso, verá que muitas coisas novas poderão ser encontradas por trás da situação que lhe gerou a sensação de tristeza.

Também ajuda a encontrar soluções para problemas, a princípio irresolúveis, ao escrever sobre o problema você se coloca como expectador e então é capaz de enxergar pontos que talvez não tivesse visto, quando estava totalmente envolvida emocionalmente.

Ajuda ainda a organizar os pensamentos. Nas primeiras vezes que praticar poderá perceber que muda de assunto com rapidez, isso é porque existem ideias variadas sendo processadas ao mesmo tempo. Essa ferramenta te ajuda a colocar tudo no lugar e você sentirá tranquilidade tanto para decidir como para se comunicar em relação a elas.

Poderia falar mais sobre os benefícios, mas prefiro que você mesma me diga. Comece a praticar a escrita terapêutica e depois volte aqui para dividir os resultados que experimentou e inspirar mais mamães a fazer também.

Luz e Sucesso!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @lidersesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

Looks com bota Ugg para aquecer os dias frios em casa

ugg boots 2

Essa semana foi mais geladinha, pelo menos aqui em São Paulo, e, com a chegada do inverno, os dias frios serão mais constantes. Com a quarentena estamos praticamente sem sair de casa, mas nem por isso vamos deixar de usar uns looks quentinhos.

A protagonista dos looks hoje é a bota Ugg, uma marca australiana especializada em produzir botas em couro forrada com pelinhos por dentro, super quentinha. Apesar de não ser unanimidade – há até um trocadilho com o nome “ugly boots” (botas feias) – ela faz muito sucesso por aí, especialmente entre as famosas.

Existem modelos de outras marcas, seguindo a mesma proposta, mas essa é a “original”, digamos assim. Quando se fala em Ugg boots, as fashionistas já sabem qual é.

Bom, eu, particularmente, adoro. A minha não é da marca, comprei no Aliexpress há uns bons anos e ela segue firme e forte comigo. Super quentinha, já levei para viajar para lugares mais frios e não me deixou passar aperto. Agora em casa não é diferente. Virou minha companheira nos dias frios da quarentena. Dá pra usar com legging, jeans, moletom. Trouxe alguns looks para nossa inspiração.

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E então, o que acharam? Curtem a moda da Ugg boot? Deixe um comentário!

Imagens: Pinterest e Instagram

Em busca da minha melhor versão como mãe

 

“A qualidade no que você oferece é muitas vezes afetada por seu próprio humor e emoções humanas. O estresse, a exaustão ou a preocupação afetam a maneira como você interage com seu bebê ou sua criança – e, consequentemente, a maneira como ele percebe você e a si mesmo.”

(Trecho do livro Disciplina Positiva)

 

Sempre defendo a importância de mães e pais terem um tempo para si mesmos, tanto individualmente como enquanto casal. Relaxar e fazer coisas das quais gostamos, não nos torna menos mães ou menos pais. Pelo contrário, nos torna pessoas mais leves e preparadas para lidar com nossos filhos com mais tranquilidade.

Se conhecer e identificar as próprias emoções também é importante (inclusive nossa coluna escrita pela Flávia, da @liderdesi.de sobre autoconhecimento trata do tema semanalmente aqui no blog; basta clicar na tag “autoconhecimento” para ver todos os textos). Não podemos ensinar aos nossos filhos características que não temos em nós mesmos. É preciso resolver conflitos internos para que se possa mudar por completo a maneira de interação com seu filho.

Sempre ouvi que agitação, medo e nervosismo são passados para a criança. Uma mãe tranquila tem filhos mais tranquilos. E pude comprovar isso com Otto desde pequeno. Sempre fui muito calma na maneira de cuidar dele, inclusive ouvi isso de várias pessoas quando ele era bebê. Sempre andei com ele por todos os cantos sozinha com muita leveza e tranquilidade e ele sempre foi um bebê muito calmo.

Isso corrobora a teoria de que o que fazemos e a maneira como nos comportamos como pais ensinam muito mais do que as palavras. Os chamados “neurônios-espelho” fazem com que a criança “imite” ações e comportamentos que visualiza nos pais.

Isso é uma coisa que de certa forma me “preocupa” um pouco, já que penso que preciso ser minha melhor versão todos os dias para que meu filho cresça absorvendo um bom exemplo.

Também em busca dessa melhor versão, procuro me conhecer melhor, entender, avaliar comportamentos – especialmente como mãe – para que possa sempre fazer diferente e melhor. Sair do piloto-automático e viver as situações no momento presente. Estou apenas no começo dessa jornada, mas tenho certeza de que, apesar de um pouco dolorosa às vezes, ela vale muito a pena.

E por aí, você mãe tem cuidado do seu autoconhecimento?