A última carta de amor

No dia que assisti, comentei nos stories do Instagram (me segue lá @fabiolamininel) como adoro ver filmes baseados em livros que já li. Embora geralmente seja bem diferente, é muito gostoso ver aquela história, que antes fora criada na sua cabeça, tomando vida na tela e você até comparando alguns elementos.

A Última carta de amor, baseado no livro homônimo de Jojo Moyes, conta a história de um casal apaixonado dos anos 60 que vive um romance proibido e acaba separado por rasteiras do destino.

Eles se comunicam por cartas de amor que acabam perdidas com o passar dos anos. Corta para os dias atuais. Uma jornalista descobre uma das cartas no arquivo do jornal onde trabalha e seu radar apita para uma possível história interessante.

Ela vai atrás e consegue encontrar os personagens das cartas. O restante é preciso assistir para saber rs.

A história trata de amor, traição, posição da mulher naquela época.

Mas o que me chamou bastante atenção foi o figurino da protagonista. Um mais lindo que o outro. Silhuetas bem femininas, minimalistas, peças em tweed, chapéus, trench coat. Algumas produções eu usaria tranquilamente nos dias de hoje. Separei alguns looks para mostrar aqui.

Perdoe a qualidade de algumas imagens. Como não encontrei muitas fotos na internet, fotografei a tela da TV.

Ah, esqueci de mencionar que o filme está disponível na Netflix! Depois me conta o que achou!

Bota branca como acessório para transformar o look

Sabe aquelas manias que as fashionistas têm? Algumas por bolsas, outras por roupas, a minha é sapato. Quem me conhece sabe que sou louca por eles. Essa bota branca, em especial, tem o poder de transformar a produção dependendo da maneira que for editada.

Mais cool com vestido curto de tricô, mais básica com jeans wide, mostrando só a pontinha, ou até por fora de um skinny jeans, com uma legging, enfim, as possibilidades são muitas.

Contei no meu insta (se você ainda não me segue, vai lá @fabiolamininel) que fui convidada pela mybest Brasil para escrever sobre um acessório que transforma o look e essa bota foi minha escolhida. A mybest é um site de recomendação de produtos para ajudar os consumidores em suas escolhas de compras. A resenha que eu escrevi está aqui nesse link (clique para ler na íntegra) e tem também outros textos de influenciadoras de moda contando qual acessório transforma o look delas. Ah, além disso, tem indicação de onde encontrar esses acessórios. Vale a pena conferir!

Encontro com a própria sombra

O que acontece quando se está em contato profundo consigo mesmo e é possível acessar camadas do subconsciente e da memória que você nem lembrava mais (ou preferia deixar lá esquecido)?

É como estar numa sessão de terapia, mas o terapeuta é você mesmo. Você é capaz de escolher as portas que deseja abrir e as memórias e traumas que deseja acessar e trabalhar. A relação de tempo e espaço fica completamente distorcida: um momento agradável e aconchegante pode parecer durar pouco, já um desconforto de minutos parece horas intermináveis. Tudo isso no intervalo de uma música.

É uma experiência tão terrível quanto maravilhosa. Terrível porque lidar com sentimentos, crenças e talvez traumas que até então você não queria trazer à tona, ou, ainda, nem sabia da existência, dói. E maravilhoso porque é incrível ter o poder de acessar e curar feridas que antes machucavam, fazer as pazes com o passado.

A verdade é que todas as vivências estão lá guardadas em algum compartimento. Mas o cérebro deixa arquivado e escondido como mecanismo de proteção. Como o universo é perfeito, esse acesso será feito no momento certo.

Ouvir a voz do eu superior pode ser libertador e ao mesmo tempo uma luta interna consigo mesmo. Lá no fundo, você sabe o melhor caminho, mas às vezes, prefere ficar brigando com as possibilidades.

O mais maravilhoso de passar por uma experiência dessa, de mergulhar profundamente para dentro de si, é se conhecer ainda mais, ampliar a consciência sobre si mesmo, sobre o mundo. E saber que nunca mais será igual. A certeza é de mudança muito positiva e de um passinho a mais no caminho da evolução.

Um passinho a mais no entendimento do porquê passamos por algumas situações e o que temos que aprender com cada uma delas. Só passando pela tempestade é possível encontrar o arco-íris. E, para isso, encontrar a própria sombra é imprescindível na jornada do autoconhecimento.

Série: The Bold Type

Esse texto contém spoiler!

A série que estreou há pouco tempo na Netflix está cheia de assuntos importantes e que valem nossa reflexão, porém, embrulhados num entretenimento leve e gostoso de assistir com elementos que eu amo e são importantes pra mim: amigas, moda, jornalismo e Nova York. Fórmula perfeita!

A história gira em torno das três amigas que são protagonistas da série: Jane, Sutton e Kat. Elas trabalham em uma importante revista feminina e compartilham histórias de amizade, relacionamentos amorosos, carreira, família e vários outros.

Como eu disse, as mensagens são muitas, mas resolvi separar alguns tópicos para contar aqui:

Jornalismo
A história gira em torno de três amigas que trabalham na Scarlet, uma importante revista de moda em Nova York. Jane, uma das protagonistas, é jornalista, e entre drinks e confissões de suas bffs no closet da revista, busca inspiração e fontes para suas pautas. Sou jornalista e amo escrever, e me identifiquei logo de cara com essa personagem.

Moda
A revista cobre diferentes assuntos e um de grande destaque é a moda. Sutton é a personagem que sonha em trabalhar nessa área e batalha por uma vaga de assistente de moda, quando produz e faz o styling de lindos ensaios de fotos. Os looks das protagonistas também não ficam atrás no quesito fashion.

Empoderamento feminino
Mulheres fortes, que sabem o que quer, que não se calam, que buscam o próprio prazer, que lutam por espaço no ambiente corporativo. São alguns dos ângulos mostrados na série.

Influência digital
A série começa em 2017 e já mostra fortemente a presença e força do digital, tanto na vida pessoal, como na trajetória de marcas como a revista Scarlet. Como um Tweet pode alavancar ou enterrar uma pessoa (e/ou marca) e sua carreira.

Líderes humanizados
A série foge totalmente do estereótipo de chefe carrasco, que põe medo e humilha seus funcionários. Muito pelo contrário. Jacqueline, a editora-chefe da revista, age sempre com muito cuidado, carinho e dá direcionamento. É exigente e sabe tirar o melhor de cada um deles, sem perder o lado humano.
Oliver, stylist e chefe de Sutton, também cria uma relação de carinho e cumplicidade com sua pupila. Bonito de ver os ensinamentos que ele passa e até conselhos amorosos.

Maternidade
É um assunto sobre o qual adoro falar. Na série ele aparece através da Jacqueline, editora de sucesso da revista Scarlet, que divide a vida profissional e o casamento com dois filhos.
Sutton também aborda esse tema quando perde um bebê e se sente aliviada. Ela então se dá conta de que não quer ser mãe e isso se torna uma questão no seu casamento.
Outro viés desse assunto aparece quando Jane descobre, aos 26 anos, que possui uma mutação genética que indica grande chance de ter câncer de mama e, entre outras decisões difíceis que terá de tomar, precisa pensar sobre se quer ter filhos ou não para poder congelar óculos.

Bem, esses são alguns pontos que achei interessante destacar. Mas na série ainda se fala muito sobre sexismo, racismo, diversidade, rótulos, sexualidade… Tudo envolvido de humor, amizade das protagonistas, bons drinks e, claro, Nova York, que é sempre um charme.
As quatro temporadas estão disponíveis na plataforma e já espero por uma quinta em breve. Mal terminei e já me sinto órfã da série. Quem também se sente assim quando termina uma que gosta muito?

Um brinde aos 35 🍸

Me peguei lembrando de quando estava completando 25. Toda expectativa que as pessoas geralmente colocam sobre os 30 anos, eu coloquei nos meus 25. Havia criado todo um cenário de vida perfeita: bem sucedida no trabalho, com um super salário e morando sozinha no próprio apartamento. Aquela fórmula pronta de estudo, carreira, sucesso e dinheiro que nos enfiam guela abaixo a vida toda.

Eis que agora, dez anos depois, a poucos dias de completar 35, fiz novamente um balanço. Como eu era boba naquela idade. Não sabia metade do que estava por vir. Mas aquela menina que pouco sabia foi importante e faz parte de quem sou hoje.

Minha vida não é como a que eu esperava ou idealizava lá atrás. Ela é muito melhor. É perfeita? Não. Significa que não haja pontos que devam ser mudados ou com os quais não estou totalmente realizada? Sim. Mas tudo isso faz parte da pessoa que estou construindo.

Hoje sou muito feliz com tudo que fiz e como me transformei nesses anos. O destaque vai para meu lado mãe, que é o melhor dos meus papéis. E foi com ele que pude viajar internamente e revelar tantas coisas escondidas, trazer à tona partes de mim que eu nem sabia existir.

Minha viagem pelo autoconhecimento está no começo ainda, mas já diz tanto sobre a minha jornada e meu papel aqui. Os 35 vêm como um marco. Não mais a juventude e imaturidade dos 20, ainda não tão sábia e madura como acredito que sejam os 40. Mas no melhor que posso ter dos meus 30 e poucos. Não há tempo melhor do que o presente. E é esse que quero viver com todas as dores e delícias que me traz. Um brinde aos 35!