O que fazer em caso de engasgo do bebê

engasgo post desengasgo

Hoje vou falar de um assunto super chato, mas bem importante e necessário saber, que é a manobra de Heimlich, ou manobra de desengasgo para o bebê. Isso é muito sério e pode acontecer muito mais do que imaginamos, por isso resolvi trazer esse assunto.

Passamos por sustos de engasgo duas vezes com Otto e é assustador. Ele tinha mais ou menos três meses. Na primeira vez, eu estava dormindo e meu marido acordado, Otto dormia no mini-berço ao lado da minha cama. Meu marido percebeu algo estranho e, quando foi ver, ele estava engasgado. Rapidamente o pegou, bateu nas costas e aspirou o nariz para que ele voltasse a respirar. Foi muito rápido, mas ele já estava ficando roxinho.

Na segunda vez, eu estava sozinha com ele. Eram quase 8h da manhã, horário da mamada, eu estava tirando leite e ele estava no quarto comigo quando percebi o engasgo e ele começou a ficar vermelho. Larguei tudo, o peguei e comecei a fazer a manobra. Virei o rostinho para baixo e dei os tapas nas costas, foi tudo tão rápido. Quando olhei ele ainda estava vermelho, dei mais batidas nas costas até que ele voltou.

Acho válido falar que nessa idade eles ainda não sabem respirar pela boca, portanto, se tiver algo obstruindo o nariz também pode atrapalhar a respiração, que foi o que aconteceu nas duas vezes. Ele já havia mamado há algum tempo, tinha arrotado, estava tudo certo. Mas deve ter regurgitado e o leite voltou, parando no nariz, causando o engasgo/afogamento.

Abaixo coloquei uma ilustração que explica bem como proceder com a manobra em caso de engasgo:

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É muito importante tentar manter a calma e saber como agir em um momento como esse. Pode salvar a vida do bebê. Compartilhe este conteúdo, ele pode ajudar outras pessoas.

Como foi a introdução alimentar do Otto

Mandando ver no brioche. Ele ama um pãozinho

Alimentação foi uma questão pra mim na infância. Sempre comi pouco, não queria provar coisas novas, não gostava muito de comer, enfim, sempre dei trabalho para minha mãe nesse sentido.

Talvez por isso, também não curto cozinhar, não tenho aquele super prazer em comer. Hoje como de tudo, de maneira mais saudável, mas sempre em pouca quantidade.

Quando foi para começar a introdução alimentar do Otto, tive um pouco de medo. Do que oferecer, como variar bastante o cardápio pra ele (coisa que já tinha dificuldade até pra gente em casa).

No início, a pediatra pediu para oferecer alguns legumes sozinhos em forma de purê. Foi difícil porque já tínhamos começado com as frutas e ele não aceitava.

Uma das primeiras vezes comendo mamão e adorando #SQN

Depois, comecei a fazer a papinha mesmo. A orientação era incluir um grão (feijão, lentilha ou grão de bico), um carboidrato (arroz ou batata, por exemplo), uma proteína (carne, frango ou peixe) e uma folha (espinafre ou escarola, por exemplo).

Aos pouquinhos ele foi aceitando, mas bem aos pouquinhos mesmo. Muitas vezes ele não queria comer, virava o rosto, travava a boca, gritava, enfim. Era frustrante. Ficava chateada, mas pensava que o meu papel era oferecer uma alimentação de qualidade e isso estava sendo feito. No momento certo ele ia passar a aceitar e comer mais.

Conforme ele foi aceitando, passei a dar cada vez mais sólido, dando só uma amassadinha com o garfo mesmo. De repente, parece que vira uma chave. Ele passou a comer bem e com gosto.

Foto recente com comidinha bem saudável e mais sólida

Há um tempinho ele come o mesmo que nós comemos, às vezes com pequenas adaptações, incluindo uma carne mais molinha pra ele, por exemplo.

O segredo é observar seu filho e entendê-lo. Os alimentos que ele mais gosta, os que não gosta, se é de comer mais ou não e ir respeitando isso. Uma coisa que aprendi é não forçar a criança a comer. No começo, confesso, já dei umas colheradas à força. Mas não adianta, se ele não quer, não quer. Você ia gostar se te enfiassem garfadas goela abaixo? Às vezes a criança está sem fome, está indisposta, não está a fim mesmo.

Hoje Otto come bem à maneira dele: de tudo, mas pouco. Não é de comer grandes quantidades e acho que tudo bem. Ele segue se desenvolvendo e ganhando peso normalmente, e isso é importante.

Porém, nos últimos dias não está aceitando muitas frutas. Sigo oferecendo, quando aceita, ótimo, se não aceita, tudo bem. Só quer comer banana e tá ótimo também.

A palavra de ordem durante a IA é PACIÊNCIA. É preciso ter muita paciência para que ele entenda que é a comidinha dele, que vai matar a fome e aprenda a sentir sabores e texturas diferentes. É um super processo de mudança para quem até então só tomava leite.

Algumas crianças já aceitam logo de cara e comem super bem. O que não foi o nosso caso no começo. E essa coisa do “comer bem” também é super relativo. Cada criança tem seus gostos e suas necessidades e tudo bem.

Se você mãe está passando por esse processo e está tendo dificuldade com seu filho, tenha paciência e confie que vai dar certo. E confie no seu bebê, ele sabe se quer comer ou quando não quer mais. Siga seu bom senso!

Amamentação do bebê prematuro – como foi com Otto

Estamos na Semana Mundial do Aleitamento Materno, que acontece entre os dias 1 e 7 de agosto, por isso, decidi falar um pouco sobre como foi a amamentação do Otto ainda prematurinho.

Quando o bebê nasce prematuro, na maternidade onde Otto nasceu funciona assim: no dia seguinte ao nascimento, a mãe vai ao banco de leite onde recebe orientações e faz a primeira ordenha. Geralmente não sai nada, mas faz parte do processo. No segundo dia, são feitas duas ordenhas, no meu caso começaram umas gotinhas, mas pode não sair nada também. No terceiro dia é que o leite realmente desce, e foi assim comigo.

Depois, comecei uma rotina diária no banco de leite, onde fazia a ordenha a cada três horas e depois que chegava em casa ainda tirava leite mais duas vezes e levava congelado para o hospital.

Otto recebeu meu leite desde o início via sonda, já que nos primeiros dias ele ficou em protocolo de manipulação mínima e eu não podia pegá-lo no colo. Quando completou 34 semanas de idade corrigida (já falamos sobre isso aqui), começou o estímulo no peito. Mas não pegou logo de cara não. Foram dias tentando enquanto ele ainda usava sonda, por onde de fato ele recebia o leite. Depois, saiu a sonda e entrou a mamadeira, para que ele aprendesse direitinho todo o processo: sugar, engolir, respirar. Começamos com quantidades bem pequenas elevadas aos poucos. Paralelo a isso, o esforço para que ele pegasse o peito continuava.

Quando viemos para casa, ele ainda não mamava muito no peito; eu segui com a ordenha e dava meu leite na mamadeira. Até que me sugeriram usar aqueles bicos de silicone para usar no peito. Foi aí que ele começou a pegar bem. Fiquei um bom tempo usando o bico até que deixei de usar e ele mamava direto no peito. Fomos assim até os 9 meses, quando ele se desinteressou e desmamou.

Por que estou contando tudo isso? Para falar que a amamentação de maneira geral não é fácil, e no caso de um bebê prematuro pode ser pior. Mas não é impossível. Foram dias de dedicação e muita paciência. Por isso não desista!

O susto de um parto prematuro pode alterar a produção de leite, por isso, enquanto o bebê estiver internado, a ordenha é fundamental. A condição física e psicológica da mãe também pode influenciar na produção, então, ela deve se manter descansada, tranquila (dentro do possível), bem alimentada e hidratada.

Todos sabemos da importância do leite materno para os bebês. A natureza é tão sábia que o leite das mães de prematuros é diferente do leite das mães de bebês nascidos a termo com relação à quantidade de proteínas e calorias, que são maiores, para suprir as necessidades do bebê.

Por isso, mesmo que uma mãe tenha pouco leite, é importantíssimo que o prematuro receba esse leite, que fará muito bem para seu desenvolvimento e imunidade.

O recado que quero deixar aqui é para as mães terem paciência, pois no começo é muito difícil e dolorido. O pai e a rede de apoio também podem e devem ajudar nesse período. Amamentar um bebê prematuro é possível. Com paciência e persistência, certamente dará certo.

Mães (de prematuros e não prematuros), contem aqui como foi a experiência de vocês.

Bebês prematuros: idade cronológica x idade corrigida

Quando soubemos que o Otto iria nascer no dia seguinte, surgiu uma ligeira dúvida sobre se a data considerada seria aquela ou o dia em que estava previsto o nascimento.

Pura ignorância nossa. Algo totalmente novo pra gente. Data de nascimento é uma só e pronto. O dia em que nasceu (dãr).

Mas para os prematuros é considerada mais uma data para algumas questões, a data em que o bebê teria nascido a termo.

Por exemplo: Otto nasceu pouco mais de 2 meses antes do previsto. Quando ele saiu da UTI e foi para casa, já com quase 2 meses, era como se fosse recém-nascido.

Começamos a introdução alimentar com 8 meses, pois era equivalente a 6 meses de idade corrigida (idade em que normalmente os bebês começam a IA).

Na parte de desenvolvimento motor também é considerada a idade corrigida, pois pode haver algum “atraso” nas habilidades. Quando fizemos fisioterapia, a médica sempre observava tanto a idade corrigida, quanto a cronológica. Por vezes ele estava dentro da idade corrigida, mas ainda não tinha atingido o esperado para a idade cronológica. Normal e super dentro do esperado. Outras vezes, além de realizar atividades próprias da idade corrigida, também já tinha chegado à idade cronológica.

Para a vacinação, considera-se a idade cronológica, ou seja, as vacinas de 2 meses foram tomadas aos 2 meses de idade e assim por diante.

Pode parecer meio confuso no começo, mas logo a gente aprende e acostuma.

Dicas para levar o bebê à praia

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Levei o Otto pela primeira vez à praia com 6 meses (inclusive tem post sobre essa viagem aqui) e recebi muitas orientações da pediatra para que tudo corresse bem e sem sustos. Decidi compartilhar essas dicas para ajudar as mães de primeira viagem que podem ter dúvidas sobre esse assunto. Com as férias de julho chegando, quem tiver de viagem marcada já pode curtir essas dicas!

Protetor solar

Proteção solar é indispensável para todos, inclusive adultos, não só na praia, mas todos os dias. Imagine para a pele super delicada do bebê. A pediatra pediu para usar protetor solar FPS 70 ou 80 infantil. Sugeriu as marcas Nívea, Neutrogena ou Mustela.

Deve ser passado na pele exposta ao sol, 30 minutos antes da exposição, inclusive rosto, orelhas e pescoço. Ainda assim, a exposição direta é super limitada: somente bem cedinho ou no finalzinho da tarde. Importante sempre cobrir a cabeça com chapéu ou boné para dobrar a proteção.

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Repelente

Os insetos são uma coisa chatinha na praia, principalmente para os bebês, que acabam sendo mais sensíveis, então é super importante o uso do repelente. Mas quando eles são pequenos, o ideal é espirrar apenas na roupinha antes de vestir, sempre que colocar uma nova roupa, ao longo do dia. Importante que os pais também usem para redobrar o cuidado, e sempre lavar as mãos depois da aplicação. As marcas indicadas pela minha pediatra: Exposis, Off e SBP, todos na versão infantil.

Outra dica muito importante é usar a rede de proteção para colocar no carrinho e no berço. Elas são super fáceis de achar em lojas de artigos para bebê e são baratinhas também. A combinação de repelente + rede é muito eficaz.

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Remédios

A gente nunca sabe quando nossos bebês vão ter uma dorzinha ou febre, então é importante levar medicamentos mais básicos, como analgésicos e antitérmicos para o caso de uma emergência. Soro fisiológico em spray também é bom ter à mão para lavar o nariz. E um termômetro. Isso vale para qualquer viagem. Deixo sempre uma necessaire pronta para viagens.

Gostaram das dicas? Espero que ajude! Se tiver alguma dúvida, pode deixar aqui embaixo, na caixa de comentários!