Livro: A Biografia Humana

Através de uma metodologia própria, a psicóloga conduz os consultantes (ela não gosta de chamá-los de pacientes) por uma viagem pela própria vida, passado, origens, para tentar solucionar problemas do presente.

Ela explica sobre os personagens que muitas vezes “vestimos” para conseguir sobreviver após situações traumáticas vividas na infância.

As descobertas muitas vezes são surpreendentes. Interessante para quem tem filhos por mostrar como o discurso materno e atitudes do pai podem mudar drasticamente a maneira como a pessoa vive e se relaciona. Quem não tem, acaba olhando em perspectiva e tentando montar o quebra-cabeças da própria vida, relembrando da infância e adolescência para montar a própria biografia.

Livro: Mulheres visíveis, mães invisíveis

Trata-se de uma coletânea de textos da psicopedagoga Argentina, Laura Gutman, que foram publicados em revistas espanholas.

Ela aborda a maternidade de maneira ampla, passando por gravidez, puerpério, criação de filhos, ser mãe e mulher, vida profissional, vida do casal, entre outros.

São textos bem profundos, e, ainda que tenham algumas linhas de pensamento com as quais não se concordo, me senti muito tocada pelo olhar da autora.

É um livro para pais e mães, especialmente grávidas e mães de bebês pequenos, mas também pode ser interessante para quem não tem filhos, já que aborda infância, pela qual todos nós passamos um dia e pode tocar o leitor de alguma forma.

Livro: A Grande Magia

Peguei a indicação na internet e essa leitura não poderia ter vindo em melhor momento! Elizabeth Gilbert, também autora do best seller Comer Rezar Amar, fala neste livro sobre viver de maneira criativa – sem medo.

Foram tantos insigths que não sei nem por onde começar. O livro é direcionado para todas as pessoas que vivem ou querem viver de sua arte. Entenda por arte atividades como música, escrita, pintura, dança, enfim. A autora nos desafia a viver mais motivados pela curiosidade do que pelo medo.

Isso porque muitas vezes sentimos medo de expor nossas artes, nossas criações. Especialmente nos dias atuais, onde todos são (ou podem ser) criadores de conteúdo e fazer disso sua arte. Temos ideias, mas morremos de medo de expô-las.

Temos medo porque nos preocupamos com a opinião e julgamento alheios. Elizabeth é categórica em dizer que não assume tarefas adicionais, como tentar policiar o que as pessoas pensam de seus livros depois de prontos. E acrescenta: “Você é livre, pois todo mundo está ocupado demais consigo mesmo para se preocupar com você”.

Inicialmente, ela se refere à inspiração e à criatividade como seres energéticos que vivem nos rodeando, esperando que um ser humano se aproprie e dê vida a eles. A esse fenômeno ela chama de grande magia.

Ele vem e vai, não se pode esperar que esteja o tempo todo disponível. É preciso deixar ir. E para alimentá-lo, ela aconselha, devemos estar em constante movimento. Não importa se a inspiração está presente ou não, ela se senta diariamente em sua escrivaninha e faz o que mais ama: escrever.

E quando a inspiração aparece, é preciso agarrá-la, pois se você perder o timing, ela vai pousar no colo de outra pessoa disposta a colocar tal ideia em prática. Como aconteceu em uma história super curiosa que ela divide logo no início do livro.

As lições que ela nos deixa nesse livro são muitas: ame seu trabalho, não desista do seu sonho, trabalhe duro, não se preocupe com o que os outros pensam e o principal: seja grato antes, durante e depois de todo o processo.

Livro: A coragem de ser imperfeito

Brené Brown é pesquisadora e estuda a vulnerabilidade há muitos anos. Uma palestra sua em um Ted Talks é sucesso na internet e Netflix (vale a pena conferir). E, como acho que cada livro aparece no momento certo da nossa vida, agora foi a vez desse que eu gostei muito.

Ela aborda principalmente a vulnerabilidade, mas também a vergonha e o medo de julgamentos que todos nós temos em algum momento da vida.

Ela defende a ideia de nos jogar, aparecer, nos mostrar. Sem medo. Sem vergonha.

“Em vez de nos sentarmos à beira do caminho e vivermos de julgamentos e críticas, nós devemos ousar aparecer e deixar que nos vejam. Isso é vulnerabilidade. Isso é a coragem de ser imperfeito. Isso é viver com ousadia.”

Falei que o livro veio a calhar para o momento, pois sempre fui muito tímida e com imensa dificuldade de exposição, especialmente agora, na era das mídias digitais. Ela, inclusive, cita a coragem de blogueiros e influenciadores que colocam o rosto diante de, muitas vezes, milhares de pessoas para expor posicionamentos e opiniões, passíveis de críticas e julgamentos.

No âmbito familiar, ela fala sobre como, enquanto mães e pais, estamos sujeitos ao estigma de bons e maus, sendo analisados e julgados muitas vezes. E frisa que não existe perfeição, temos que estar preparados para tomar decisões ruins e cometer erros nessa jornada.

Para mim, foi importante essa leitura para entender que todos somos imperfeitos, mas se supera aquele que tem coragem de caminhar para a arena da vida e dar o melhor de si. E como ela diz: “O desejo de nos expor nos transforma. Ele nos torna um pouco mais corajosos a cada vez.”

Ainda não estou totalmente segura para subir na arena da vida, mas tenho certeza que estou no caminho, com pequenos passos a cada dia. Com muita coragem e resiliência chegarei lá.

Livro: Síndrome da impostora

Esse livro escrito pela Rafa Brites, apresentadora, escritora e facilitadora de jornadas, fala sobre aquele sentimento que acredito ser comum em todas nós – ou pelo menos, a maioria: a sensação de vergonha, embaraço e paralisação que nos faz duvidar de nós mesmas o tempo todo.

A síndrome da impostora, acredite, acomete muito mais gente do que você imagina. Muitas delas, mulheres notáveis e com grandes feitos para a sociedade e para o mundo. Mas, por algum motivo, elas não se acham boas o suficientes e acreditam que, em algum momento, “suas máscaras vão cair”.

Dedicada a ajudar pessoas no que ela chama de revolução pessoal, Rafa compartilha nesse livro situações que nos trazem esses sentimentos e nos convida a fazer uma viagem interna para tirarmos a síndrome da impostora da nossa vida.

Digo para dentro porque, além de as respostas estarem todas dentro de nós, é importante também saber que enquanto estivermos procurando aprovação externa, nunca seremos boas o suficiente. Se nossa medição for sempre pela régua alheia, o resultado nunca vai ser bom, afinal, o outro é diferente da gente.

E aproveito para tocar num ponto que sempre venho falando aqui e no meu Instagram @fabiolamininel (se ainda não segue, é só clicar para seguir): a importância do autoconhecimento. Quanto mais nos conhecemos, entendemos nossos sentimentos e vulnerabilidades, melhor podemos lidar com situações como a síndrome da impostora.

“…antes mesmo de nos apresentar ao mundo, temos que saber quem somos. O caminho do autoconhecimento é o capítulo inicial de toda mudança.”

Esses e muitos outros insights preciosos são compartilhamos nesse livro com o qual eu não poderia me identificar mais. Acredito que todo mundo vai se reconhecer em pelo menos um dos exemplos citados. Leitura valiosa para quem sofre da síndrome da impostora, para quem busca o autoconhecimento e para todas as outras pessoas, especialmente as mulheres. Indico muito!

“A ideia é que, quanto mais nos amamos, mais aceitamos nossas vulnerabilidades.”