Silêncio e individualidade

Ela é filha única, os pais se separaram quando ainda era criança. Morando com a mãe, se acostumou ao silêncio e calmaria que essa convivência trazia. Sem falar da necessidade de individualidade que foi desenvolvendo ao longo do tempo.

Casas cheias, convivência com muitas pessoas e o barulho e conflitos que esses cenários podem gerar nunca foram muito sua praia. Sempre fez tudo para fugir dessas situações.

Dias atrás ela e a família foram convidados para passar uns dias na casa de praia de amigos queridos. Lá estariam muitas pessoas, barulho, falta de rotina, enfim, tudo que ela não gosta. Mesmo assim decidiu aceitar.

Chegando lá a recepção não poderia ser mais calorosa. Todos muito atenciosos. Inclusive as crianças, que receberam o menino, filho único, mas super sociável – ao contrário da mãe, com alegria e curiosidade.

Foram dias mais barulhentos sim, mas mais alegres, que proporcionaram novas amizades ao menino, brincadeiras, momentos de aprendizado e autonomia. Para o casal, muitas conversas e trocas, risadas, drinks e lembranças de outras boas memórias.

Depois de ir embora, ela percebeu que nem tudo precisa pender sempre para um só lado. É possível sair da zona de conforto e transitar por situações que ela acreditava não ser agradáveis por se fechar no seu universo paralelo. Isso é equilíbrio, é autoconhecimento e aprender a lidar com os próprios sentimentos.

Quando chegou na sua casa tranquila e silenciosa, teve saudade dos momentos que passou na casa de praia. E entendeu que ela pode se permitir viver momentos barulhentos e fora da rotina milimetricamente calculada; e, quando voltar, se encontrar novamente dentro da própria individualidade.

Feliz ano novo!

Início de ano é sempre tempo de recomeçar com esperança. Após o tumulto e correria que costuma ser o mês de dezembro, janeiro traz a paz e a calmaria necessárias para se reenergizar, pensar em novos projetos, começar algo novo, que está sendo adiado faz tempo, dar start no exercício, na dieta… Muitos planos.

Esse ano, especialmente, traz a expectativa de mudanças positivas depois de dois anos da crise mundial que atravessamos com a pandemia de Covid-19. A sensação é de ter dado uma pausa na vida durante esse período; alguns planos e projetos tiveram que ser adiados ou deixados para trás.

Apesar disso, não fiz uma extensa lista de objetivos para esse ano. São metas realistas, mas que exigem foco e determinação para saírem do papel para a vida real.

Fazer aula presencial de yoga, voltar a correr e retomar meu ritmo de leitura (por algum motivo me perdi nesse objetivo ano passado, mas ainda assim foi um saldo positivo) são alguns deles. Por último, mas não menos importante, está escrever mais. Uma atividade que me dá muito prazer, mas que acabo deixando de lado.

Tenho ideias de temas e pautas que vou deixando de lado e acabo não dando vida a eles. Esse ano, quero que seja uma prioridade pra mim. Além das pautas que costumo abordar aqui no blog, me comprometo a escrever, semanalmente, uma coluna com cara de crônica/pensata inspirada em artigos de personalidades da grande mídia que leio, admiro e são fonte de grande inspiração pra mim.

Essa de hoje é a primeira delas. Quero exercitar meu olhar sobre o cotidiano, sobre a vida, as relações familiares, de amizade, os dilemas profissionais e da maternidade, entre tantos outros assuntos, e traduzi-lo em textos agradáveis que sirvam de insights e reflexões para quem ler.

Vamos comigo nessa caminhada. Espero que você goste de acompanhar.