Saúde e gratidão

A saúde muitas vezes pode ser vista como uma analogia à limpeza de uma casa: quando está tudo limpo e ajeitado, ok. Talvez ninguém nem repare. Mas experimenta deixar tudo sujo e bagunçado pra ver.

Com a saúde é assim também. Enquanto está tudo bem, muitas pessoas talvez não deem o devido valor. Mas se ela faltar, vai fazer uma diferença enorme. E só assim que se vai reparar.

Aprendi que a saúde é um bem maior quando a minha mãe descobriu o primeiro câncer, em 2009. E isso foi reforçado no retorno da doença em 2013/2014, quando ela faleceu. E, mais recentemente, recebi o lembrete quando todos em casa tivemos covid e meu filho ficou 5 dias na UTI.

Não tem preço que pague uma vida saudável, livre de doenças e de hospitais, consultas médicas, exames e afins.

Me peguei pensando nisso essa semana, quando meu filho ficou doentinho – aquelas viroses de criança – e me veio à cabeça todos esses cenários anteriores que eu citei.

Depois daquela maratona de noite acordada, criança vomitando, passar o dia caindo de sono, mas no fim do dia ver que ele estava melhor, cheio de energia, e pensar que apesar de ter passado o fim de semana fechada em casa, me sentia grata. Pela nossa casa confortável para poder cuidar dele, pela nossa família que está sempre unida, nas horas boas e naquelas nem tanto, pelo tempo junto…

É a arte de estar presente e de sentir gratidão até mesmo pelas pequenas dificuldades diárias. São elas que nos ensinam, nos fortalecem e nos formam. Gratidão pela vida e pela saúde, sem ela não somos nada.

Restaurantes em Gramado e Canela

A cidade foi uma feliz surpresa pra mim no quesito gastronômico. Já tinha garimpado algumas indicações na internet e fizemos algumas descobertas também. Vou dividir aqui as dicas.

Festival de cultura e gastronomia de Gramado

Estava acontecendo no período em que estivemos na cidade. Foram reunidos 12 restaurantes e cada um deles oferecia um prato de comida, sanduíche ou sobremesa. O preço fixo era de R$ 30.

Escolhi um risoto de costela com crispy de couve do restaurante Belle Vitrine. Estava muito gostoso.

Para beber, escolhi um vinho tinto (R$ 25) e por mais R$ 10 comprei uma taça da Strauss bem lindinha.

Neni

Jantamos nesse restaurante que possui um menu bem variado de massas, pizzas e lanches. Todos do nosso grupo ficaram impressionados e muito satisfeitos com a qualidade e apresentação da comida.

Eu pedi um risoto de alho poró que estava de comer rezando. Reuber pediu massa com parmigiana e dividiu com nosso amigo. Minha amiga pediu lasanha. Todos amaram.

Férreo Restaurante


Esse fica em Canela, cidade vizinha de Gramado. É um lugar que tem vários restaurantes juntos e imita uma estação de trem. O próprio Férreo tem uma área com mesas dentro de um vagão onde é possível comer também.

Pedi um macarrão carbonara com medalhão de filé mignon diferente de todos que já provei. Estava DI – VI – NO!

Tomei uma tacinha de rosê para acompanhar.

O atendimento lá foi excepcional. Nos stories do Instagram contei tudo e expliquei em detalhes. Tem um destaque salvo como Gramado.

Churrascaria Baggio


Também em Canela, é uma churrascaria típica gaúcha, no estilo rodízio. Os garçons estão vestidos com bombachas e são bem simpáticos. Eu não sou muito fã de carne, comi um pouco. Destaque para a linguiça recheada (não me lembro o nome).

Cacique Restô Bar


Ambiente bonito e super agradável, com mesinhas na rua, na região central de Gramado, próximo à Rua Coberta. Paramos em princípio apenas para tomar alguma coisa, mas acabamos com fome e pedimos uma tábua de pães e frios e um prato de picanha com arroz, feijão e legumes (conseguimos dividir em três pessoas de tão bem servido). Esse não foi tão uau, mas estava gostoso.

Eles têm uma carta de vinhos bem ampla e escolhemos um Malbec, que segundo o garçom, foi uma ótima pedida. Ando me arriscando nas escolhas e tenho gostado!

Aquecee


É um restaurante de pratos rápidos no estilo executivos. Possui carne, peixe, frango, massas. Pedi um peixe que estava meia boca, Reuber foi de macarrão que disse que não estava muito bom. Mas nossos amigos pediram outros pratos e gostaram. É uma boa opção pelo custo-benefício.

Chateau de la Fondue


Para nosso último jantar na cidade escolhemos um fondue. Eu tinha duas boas indicações, mas uma delas custava um rim e a outra, um pouco mais barata, não abria às segundas (nossa última noite). Então fiz uma busca rápida e encontrei esse.

Começou a perder a graça com a fila na porta. Chegamos antes das 20h e ficamos mais de uma hora esperando mesa. Estava frio, tínhamos fome, Otto com sono, aquela coisa.

O restaurante é apertado, as mesas menores ficam no andar de baixo e as mesas grandes, no andar de cima. Com o restaurante cheio, os garçons não estavam conseguindo dar atenção direito. Pedíamos as coisas e demorava para chegar.

A comida é gostosa. É uma sequência de fondue de carne, legumes e frutas com chocolate. Você pode pedir reposição se quiser.

Preços: R$ 96 (pagamento com cartão de crédito) ou R$ 65 (pagamento em dinheiro). Também tem promoções comprando antecipado pela internet.

Apesar da comida boa, desencantou um pouco pelo atendimento a desejar e o tempo todo de espera.

Dica extra – Restaurante Komka (Porto Alegre)

Para quem vai emendar Porto Alegre no roteiro, esse restaurante é boa pedida. Cardápio variado com porções bem servidas que podem ser divididas. Gostoso para o bom e velho arroz com feijão, sabe? Destaque para a polenta frita recheada com queijo. Delícia!

Sono compartilhado

Quando a gente se torna mãe, passa a conhecer conceitos que antes nem imaginava. Um deles é o sono compartilhado, quando o bebê / criança dorme no quarto dos pais.

Quando chegou da maternidade, meu filho passou a dormir em um um mini-berço no meu quarto, por sugestão da pediatra e também porque nos sentíamos mais seguros assim, já que ele era prematuro, além de tudo.

Ele foi crescendo, o mini-berço diminuindo, ele aprendeu a pular o tal do berço e muitas vezes dormia na nossa cama. Aos seis meses, a pediatra já tinha dito que ele estava preparado para ir para o próprio quarto. Mas aquela comodidade, misturada com uma preguicinha de ensinar a criança a dormir sozinha, ter que perder noites de sono novamente, quando tudo já caminhava muito bem – obrigada, não era uma opção atraente.

O mini-berço então deixou de servir; pelos motivos acima tive a ideia de colocar o colchão do berço ao lado da minha cama. Assim, ele estaria no meu quarto, mas teria sua “própria cama”.

Lá se foram 3 anos e meio (😂). É, minha gente, maternidade é isso: pagar a língua no crédito e no débito!

Agora ele já tem uma cama de solteiro, com seu telhado e tendinha. Estava todo animado no início. Mas na hora do vamos ver, ficou desconfiado, assustado. Não queria dormir. Já são quatro noites que ele pega no sono na própria cama, no próprio quarto. Do jeito que eu imaginava: eu ali do ladinho dele, depois de contar uma história ou assistir um desenho juntos.

Ele ainda levanta de madrugada e vai correndo pra minha cama. Também pudera, tanto tempo fazendo isso, não é de se esperar que ele vá mudar de uma hora pra outra, né? A sensação é de ver o tempo voar, ver meu menino crescer, se tornar autônomo e independente. E, apesar da nostalgia de perder meu bebê, vem o orgulho da criança que ele está se tornando e do trabalho que fazemos como família. Com sono compartilhado ou não, o importante é ele saber que sempre vai ter um colo quentinho pra correr quando ele quiser.