Encontro com a própria sombra

O que acontece quando se está em contato profundo consigo mesmo e é possível acessar camadas do subconsciente e da memória que você nem lembrava mais (ou preferia deixar lá esquecido)?

É como estar numa sessão de terapia, mas o terapeuta é você mesmo. Você é capaz de escolher as portas que deseja abrir e as memórias e traumas que deseja acessar e trabalhar. A relação de tempo e espaço fica completamente distorcida: um momento agradável e aconchegante pode parecer durar pouco, já um desconforto de minutos parece horas intermináveis. Tudo isso no intervalo de uma música.

É uma experiência tão terrível quanto maravilhosa. Terrível porque lidar com sentimentos, crenças e talvez traumas que até então você não queria trazer à tona, ou, ainda, nem sabia da existência, dói. E maravilhoso porque é incrível ter o poder de acessar e curar feridas que antes machucavam, fazer as pazes com o passado.

A verdade é que todas as vivências estão lá guardadas em algum compartimento. Mas o cérebro deixa arquivado e escondido como mecanismo de proteção. Como o universo é perfeito, esse acesso será feito no momento certo.

Ouvir a voz do eu superior pode ser libertador e ao mesmo tempo uma luta interna consigo mesmo. Lá no fundo, você sabe o melhor caminho, mas às vezes, prefere ficar brigando com as possibilidades.

O mais maravilhoso de passar por uma experiência dessa, de mergulhar profundamente para dentro de si, é se conhecer ainda mais, ampliar a consciência sobre si mesmo, sobre o mundo. E saber que nunca mais será igual. A certeza é de mudança muito positiva e de um passinho a mais no caminho da evolução.

Um passinho a mais no entendimento do porquê passamos por algumas situações e o que temos que aprender com cada uma delas. Só passando pela tempestade é possível encontrar o arco-íris. E, para isso, encontrar a própria sombra é imprescindível na jornada do autoconhecimento.