Bom, ruim ou depende

O exercício de domínio pessoal de hoje refere-se a lente pela qual você enxerga o mundo.

Se olharmos para trás, com certeza existirão situações pelas quais passamos que rotulamos como desastres na época e que hoje, após superadas, reconhecemos como bençãos. Afinal de contas, graças a elas chegamos até aqui, com a maturidade de agora.

Pense em algo pelo qual você esteja lutando agora, você pode escolher enxergar como uma coisa ruim ou como uma coisa boa.

Existe um conto sufi que expressa bem essa ideia:

“Numa antiga aldeia vivia um velho camponês. Ele possuía o cavalo mais bonito do lugar. Todos os vizinhos o consideravam o homem mais feliz do povoado por ter um animal como aquele. Certo dia, ao amanhecer, o camponês foi alimentar o cavalo e descobre que esse havia fugido. Ao invés de cair em consternação, o bom homem suspirou por um instante e então seguiu em suas tarefas diárias.

Tão logo souberam da fuga, os moradores foram à casa do camponês para consolá-lo. O encontraram cuidando da horta. “Meu bom amigo, você deve estar muito triste”, comentou um deles, “perder um cavalo como aquele… que lástima!”. Ao que o camponês apenas respondeu: “coisa boa, coisa ruim… quem sabe?”. Todos ficaram se entreolhando, sem entender ao certo o que significavam aquelas palavras. E o camponês seguiu a capinar.

No dia seguinte, inesperadamente, eis que o cavalo está de volta. E não só isso: trazendo uma égua selvagem com ele. Do outro lado da cerca um vizinho presencia a cena, e a notícia se espalha pelo lugarejo. Era um milagre: o cavalo não só havia voltado, mas tinha trazido consigo uma égua jovem e muito bonita.

Novamente a casa do camponês se encontra repleta de gente. “Você tem muita sorte meu amigo, o cavalo voltar desse jeito! E ainda trazer uma égua! Que felicidade em dobro!”. Ao que o camponês, sem pestanejar, responde calmamente: “coisa boa, coisa ruim… quem sabe?”. Novamente aquelas palavras enigmáticas não encontraram quem as compreendesse.

Ao entardecer daquele mesmo dia, o filho do camponês resolve domar a égua selvagem, mas leva um tombo e quebra uma perna. Nova romaria à casa do camponês. “Meu Deus, que azar”, diz uma mulher. “Sim, se o cavalo não tivesse voltado isso não teria acontecido”, retruca outro. Só para ouvirem o camponês repetir o de sempre: “coisa boa,
coisa ruim… quem sabe?”.

Passaram-se alguns dias. Eis que a região onde ficava a aldeia declara guerra a um reino vizinho. Oficiais do exército visitam o povoado para recrutar soldados. O filho do camponês, enfermo, não foi alistado. Novamente os moradores ecoam em uníssono: “mas que felicidade! Se o filho não tivesse quebrado a perna, ele teria ido morrer na guerra! O
bom Deus gosta mesmo de nosso amigo!”

O camponês, sereno, ouvindo aquilo tudo, apenas responde: “coisa boa, coisa ruim… quem sabe?”. Os vizinhos, ainda sem nada entender, tomam seu rumo. E tudo segue como sempre fora.”

A verdade é que tudo o que acontece na nossa vida, imediatamente rotulamos como bom ou ruim, quando na verdade deveríamos praticar a lei da aceitação de que tudo o que acontece, tem uma razão e traz um benefício, pode ser em resultado ou aprendizado.

O domínio pessoal tem muito a ver com fluir e soltar. Contraditório no primeiro momento falar de domínio e fluidez, mas a verdade é que para despertar a liderança pessoal é preciso que você tenha controle dessas pequenas práticas que abordamos durante esse mês (se ainda não leu, leia os posts anteriores, basta digitar “autoconhecimento” no campo de busca do blog). 

Escreva no seu diário de jornada sobre algumas experiências que você rotulou como ruins na época em que aconteceram e as consequências positivas que elas trouxeram para a sua vida. Não faça esse exercício ao contrário, não pense em como poderia ter sido ruim, a ideia central é a aceitação e percepção de que tudo depende do ponto de vista.

Espero que esse texto tenha despertado bons insights em você.

Luz e sucesso!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

Moda: o moletom veio para ficar – veja como usar

Moletom @slowstyle

Se tem uma peça que deixou a gente apaixonada nessa quarentena foi o moletom. E tudo indica que ele vai sair de casa – quando pudermos circular mais livremente por aí – para o famigerado look do dia (na rua também).

E não estou falando dos conjuntos (eles também estão fazendo sucesso e já falamos sobre eles aqui), mas sim de calça e blusa coordenadas com outras peças editando looks incríveis, inclusive mais chiquezinhos, não só os casuais.

Trouxe aqui algumas opções para mostrar como isso é possível e nos inspirar na edição dos nossos looks!

Nessa seleção estão formas de incorporar o moletom combinando com diferentes peças, como calças e saias, passando pelo casual e até um pouco mais formal. Agora abaixo, as imagens da influencer Helena Lunardelli, que usou uma blusa de moletom e editou looks completamente diferentes, também entre formais e casuais.

Demais, né? O bacana de ter diferentes inspirações é poder expandir a mente e nosso olhar para fazer combinações antes talvez improváveis. E também poder adaptar as peças do nosso armário deixando-o mais amplo e versátil.

Gostou do post? Qual foi o look favorito? Deixa aqui nos comentários, vou adorar saber!

Fotos: Instagram e Pinterest

Viagem com criança durante a pandemia: Novotel Itu

Mostrei no Instagram esse fim de semana (se você ainda não segue, vai lá @amaprematura) nossa primeira viagem para um hotel no interior de SP durante a pandemia após a reabertura com os novos protocolos de segurança.

Estamos passando por um momento muito delicado na nossa história. Tudo novo e desconhecido, natural ter medo. Por ser tudo novidade, há também os comportamentos aos quais estamos nos habituando aos poucos e que devem permanecer por um bom tempo ainda.

A vida está retomando aos poucos, e, com todo cuidado exigido, vamos voltando a fazer coisas que fazíamos antes, mas agora de outra maneira. Cada um no seu tempo. Achamos que seria um bom momento para curtir um fim de semana no interior de São Paulo e aproveitamos o aniversário do Reuber para dar uma fugidinha em forma de comemoração.

Escolhemos o fim de semana mais frio do ano (rs), mas ainda assim foi super gostoso e deu para aproveitar. Quero falar um pouco sobre como tem sido com os protocolos de higiene e segurança e também minhas impressões sobre o hotel.

O que tem de diferente
Geral

Serviços de valet suspenso

Na entrada, todos os hóspedes devem higienizar as mãos com álcool disponível no lobby

Não é permitida circulação sem máscaras dentro do hotel

O hotel está trabalhando com capacidade reduzida e apenas uma das alas de quartos está funcionando

Nos elevadores, apenas uma pessoa por vez ou pessoas da mesma família juntas

Kids club e sauna estão fechados temporariamente

Há totens de álcool em gel espalhados em diferentes pontos do hotel e próximo dos elevadores em cada andar

Check-in e Check-out

Checagem de temperatura de todos os hóspedes

Solicitam que o hóspede assine a ficha de registro e retire a chave do quarto devidamente higienizada (mas no meu caso pediram os documentos novamente, mesmo eu já tendo enviando antes por e-mail para solicitar a reserva)

Preenchimento de questionário com perguntas de saúde

No check-out apenas devolvemos as chaves e conferimos despesas extras; o pagamento já é previamente autorizado para não precisar fazer no balcão

Limpeza dos quartos

A limpeza é feita com produtos industriais indicados pela Anvisa e álcool 70%

Para limitar entrada constante de funcionários nos quartos, a limpeza agora é feita a cada três dias

Para estadias aos finais de semana, não há limpeza, no final do corredor há um ponto para descarte de lixo e toalhas; basta solicitar algo que precise e eles trazem

Os cobertores estão higienizados e lacrados

Restaurante

O buffet foi cercado com um limitador e um funcionário fica na entrada com o álcool em gel para que cada hóspede higienize as mãos

Minhas impressões

Senti falta de poder levar o Otto na piscina porque tem um parque aquático muito fofo com água quentinha. Ele viu de longe e ficou doido para entrar, mas estava bem frio, não tinha como.

Além das piscinas, tem uma sala de jogos e um parquinho ao ar livre onde ele se esbaldou de brincar. Tem um kids club, mas está fechado por conta da pandemia. Há também programação com os recreadores durante o dia todo, mas como Otto ainda não tem idade para participar da recreação, não ficamos muito ligados nisso, ele ficou brincando com a gente mesmo. Mas participou de uma brincadeira de pega-pega (mostrei nos stories, tem um destaque salvo) e assistiu ao teatro circense.

A comida achamos gostosa, mas nada espetacular. Ficamos sabendo depois que teve um “cozinhando com o chef” com harmonização de vinhos, mas perdemos L. Sábado teve feijoada com música ao vivo, super agradável. Havia um funcionário fazendo drinks de caipibreja de limão siciliano (não conhecia), uma mistura de caipirinha com cerveja. Fica gostoso e não muito doce. À noite teve comida japonesa. Domingo no almoço foi churrasco, montaram uma estrutura no terraço, próximo ao restaurante e as carnes estavam bem gostosas.

O hotel é bem novo, todo moderno, quarto bem limpo e com decoração bacana. Eu, particularmente, observo muito isso. Não gosto de hotéis muito antigos.

O que você precisa saber:

Distância de SP: pouco mais de 80km, deu 1 h10 da minha casa

O hotel é superacessível para usar carrinho de bebê. Todo plano e cheio de rampas.

Tem uma copa baby, mas acabamos nem usando porque pedíamos para lavar as mamadeiras no restaurante ou no quarto mesmo.

Quando fiz a reserva me perguntaram se eu queria berço ou cama auxiliar. Solicitei uma cama e quando chegamos lá tinha berço, mas no fim o Otto ficou bem no bercinho mesmo.

Também disponibilizaram (sem eu pedir) uma banheira, apesar de Otto não usar mais, mas achei atencioso.

O estacionamento é de uma empresa terceirizada, portanto, pago à parte. Foi 25 por dia, está com desconto, o preço normal é 35.

O ponto forte pra mim foi a distância. Não queria perder muito tempo de estrada. Achei demais também o parque aquático (apesar de não ter usado). Acho que voltaria só para o Otto poder brincar lá.

Ah, o hotel é pet friendly, mas não sei informações porque o Apollo não foi dessa vez

Serviço

Novotel Itu

Site: http://novotelitu.com.br/

Telefone: (11) 2118-1400 

O que achou do post? Deixe seu comentário!

Fluxo da vida: dar e receber

A essência da humanidade é a doação, compaixão e caridade. Não é à toa que uma das necessidades básicas do ser humano é a contribuição social.

Todos nós nos sentimos bem quando fazemos algo de bom para alguém, naturalmente. A sensação interna é instantânea.

Mas, mesmo assim, desenvolvemos uma forma de viver centrada no “EU” e essa é uma das razões pelas quais a humanidade se encontra meio (ou totalmente) perdida hoje. Procuramos sempre avaliar como será o impacto de tudo em nós primeiro. Se o seu marido é promovido no trabalho você tende a pensar em como isso afetará você e a sua relação. Se seu filho vai mal na escola ou está num período difícil de desenvolvimento, você tende a pensar o que as pessoas dirão sobre você, como mãe.

O exercício da semana é a autopercepção de quantas vezes aparecem EU, MIM e MEU na sua conversa mental. Frases como: eu não deveria ou deveria ter dito, feito ou sentido; o que vão pensar de mim; eu sou besta por pensar ou sentir isso; por que minha vida ou eu não sou assim como essa pessoa; quão maravilhoso eu sou por isso, tenho que ser reconhecido.

O estresse da nossa vida nasce da ideia de que o mundo não entende o que EU preciso ou quero e não presta atenção em MIM. 

Pare e reflita alguns minutos sobre isso, pense em como tudo o que fazemos tende para o EU/MIM. Reconheça e aceite.

A prática sugerida hoje é que você se desafie a viver centrado no outro, nas necessidades externas. Procure oportunidades de exercitar, ceda o lugar na fila, no transporte, dê passagem a alguém, pegue água para o seu vizinho de mesa no trabalho, segure a porta do elevador para alguém. São atos aleatórios de gentileza que significam autotranscendência e o impacto pode ser surpreendente, mudando toda a energia ao seu redor e retornando a você de maneira multiplicada.

Não é uma prática fácil, então eu sugiro que você encontre um momento do dia para se dedicar a ela. Escolha alguns momentos do dia para fazer coisas em benefício exclusivo do outro. A ideia é pensar em como você pode ser útil para as pessoas que você ama, para quem você não conhece ou para a sociedade em geral.

Espalhe gentileza e luz e seja grato pela oportunidade de ajudar. Transforme o dia de alguém.

Escreva os insights e as mudanças que notar após iniciar a prática desse exercício, tenho certeza que valerá a pena.

Luz e sucesso.


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeuta, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

Moda: Puffer jackets

Sabe aquela jaqueta fofinha e volumosa que esquenta sem ser pesada? É a chamada puffer jackets ou doudone. Veio como tendência para o nosso inverno, mas quase não vimos muitas delas, né?

Dois motivos: o primeiro é que quase não estamos saindo e o segundo é que nosso inverno não veio tão rigoroso. Mas como gosto de ficar por dentro do que está rolando no mundo da moda, trouxe o assunto e as inspirações.

Esse é aquele tipo de peça que independente de estar na moda ou não, é atemporal no closet, a gente consegue usar sempre. Então vamos a ela!

O que acharam? Curtem esse modelo? Ela sai dos looks esportivos e edita muito bem as produções mais arrumadas. Deixa aqui seu comentário me dizendo o que achou!