Chá de bebê virtual durante a pandemia

chá de bebê virtual

Ontem falei sobre as grávidas que estão passando por dificuldades esperando bebê durante a pandemia. Com o isolamento social, muitas não puderam ter o sonhado chá de bebê ou chá de fraldas para reunir a família e amigos e ganhar presentes para contribuir com o enxoval.

Essa semana conheci uma plataforma que pode ajudar as famílias quanto a isso. A EuNeném funciona mais ou menos como a lista de casamento: a mãe cria uma lista de presentes e envia convites para as pessoas; os convidados acessam a lista e presenteiam virtualmente com o que gostariam de dar; a mãe recebe o valor dos presentes em dinheiro e pode usar o crédito para comprar o que quiser.

Com a mudança de comportamento causada pela pandemia, a plataforma pode ser uma ótima alternativa para ajudar as mães nesse momento. Qualquer pessoa pode criar uma lista de presentes sem nenhum custo, só é cobrada uma taxa a partir do momento em que forem recebidos os presentes.

Funções que antes eram pagas, como criação de convites personalizados e gerenciamento do controle de envio e recebimento dos convites, estão liberadas de forma gratuita para ajudar as gestantes neste momento.

Para as mães que estão fazendo enxoval sem poder sair de casa e também não poderão fazer festa, a ferramenta pode ser de grande ajuda. Além disso, é uma forma de fazer as pessoas queridas que estão longe fisicamente participarem desse momento tão especial na vida da família, que é a chegada de um bebê.

Imagem: Pinterest

Gestantes em tempos de Covid-19

 

grávidas covid_19

Gerar um filho é um dos momentos mais especiais na vida da mãe. Envolve sonhos, emoções e muita expectativa. Receber o filho rodeada pela família, ser acolhida com muito amor e calor humano. Tudo isso faz parte da nossa cultura, mas, atualmente, devido ao coronavírus, essa realidade mudou.

Muitas grávidas tiveram que cancelar chá revelação, chá de bebê e as visitas na maternidade já não são mais permitidas. Fala-se até de não permitir que o pai acompanhe a gestante na sala de parto.

As gestantes estão incluídas no grupo de risco, mas não porque elas podem ser mais propensas a contrair o vírus, e sim como uma medida que visa protegê-las, já que a imunidade das mulheres durante a gravidez e puerpério costuma ser mais baixa do que o normal, de acordo com o Dr. Antonio Julio Sales Barbosa, obstetra e fundador do Centro Paulista de Parto Normal.

Ainda não existe comprovação de que a mãe que tenha Covid-19 possa transmitir para o bebê durante a gestação ou durante a amamentação. Mas, nos casos de mães contaminadas, elas só têm acesso ao bebê quando os dois recebem alta, o que pode demorar pelo menos sete dias.

Fato é que muita coisa vem mudando com a pandemia, e temos que nos adaptar a essas mudanças. Quanto antes isso acontecer, menos doloroso. No caso das gestantes também. Essa é uma nova realidade e todas as medidas visam preservar vidas, inclusive do bebezinho que está a caminho.

Esse post é para me solidarizar com todas as mães que estão passando por isso agora. É difícil, mas nesse momento o mais importante é receber seu filho com saúde e segurança. Vocês terão uma vida para compartilhar momentos com a família e amigos no futuro. Se tem uma coisa que a maternidade ensina logo de cara é que nem tudo (aliás, quase nada) está sob nosso controle. Muitas coisas fogem de nossa vontade e só nos resta aceitar e agradecer.

Às futuras mamães, um abraço bem apertado e vibrações positivas de que tudo vai dar certo!

Imagem: Pinterest

Isolamento social e ensino on-line

ensino on_line

Tenho acompanhado muitas mães aflitas com a nova rotina de ensino em casa. Um cenário que pegou tanto escolas quanto famílias e alunos de surpresa tem sido desafiador e de muito aprendizado para todas as partes envolvidas.

Baseada no artigo de Janaína Spolidorio, especialista em educação, em que ela dá dicas para que as famílias se adaptem melhor a essa situação, trouxe aqui essas formas para tornar o ensino à distância mais leve e proveitoso para todos. São dicas para quem já tem crianças em fase de alfabetização.

Tenha uma rotina

Acredito que rotina é importante em todas as fases da infância e até para nós adultos. Otto tem rotina desde sempre. Encaixe um tempo para os estudos na rotina diária, para que a criança crie o hábito de fazer as atividades naquele horário. Vai ser bom para a criança se acostumar e você também se organiza melhor.

Reúna todo material necessário

Um dia antes, verifique tudo que será necessário usar. Imprima apostilas, folhas, confira se o computador a ser utilizado está em condições, com internet e tudo mais.

Evite distrações

Selecione um ambiente tranquilo da casa e deixe todo o material necessário lá para evitar que a criança pare para procurar algum objeto que esteja faltando. Evite barulhos próximo ao local e evite que a criança se distraia.

Faça pausas

Estabeleça intervalos de 5 a 10 minutos para a retomada da capacidade de atenção e de concentração. Eles são importantes para que a criança recarregue as energias e não fique tão cansativo.

Paciência

Lembre-se que nem as famílias e tampouco as escolas estavam preparadas para o ensino dessa forma e, principalmente, se estendendo por tanto tempo. Tenha paciência e transmita calma para a criança. Pense que é um momento de aprendizado também para você e uma oportunidade de trabalhar um lado mãe educadora, criando mais momentos de conexão com seu filho.

Espero que ajude!

Me conte aqui nos comentários como tem sido essa rotina por aí!

O que você fala, seu cérebro acredita

Você sabia que o seu cérebro não distingue o que é real do imaginário?

Parece papo de maluca, mas não é não!

Os seus pensamentos geram sentimentos e influenciam as suas ações e comportamento fisiológico, prova disso é a nossa capacidade de sofrer por horas ou dias por uma situação ruim que durou apenas 10 minutos.

Faça um exercício agora. Lembre-se do dia mais feliz da sua vida com detalhes, você com certeza sentiu algo positivo e pode até mesmo ter soltado um sorriso involuntário. É assim, tudo o que você pensa e fala o seu cérebro entende como verdade e processa no momento presente.

Todas as frases que você repete com frequência são registradas no seu sistema e seu cérebro passa os dias ratificando essas mensagens. Por isso a importância de observar quais verdades você vem gravando no seu subconsciente.

Dias atrás observei em mim uma mania de repetir a frase “a vida não é fácil”. Que péssima verdade para registrar, não é mesmo? Pensa em como os meus sabotadores internos trabalham diariamente para ratificar essa dificuldade em viver.

Talvez você já deve ter identificado algumas verdades registradas no seu cérebro que atrapalham ao invés de alavancar seus projetos e rotina. Então, a dica de hoje é que você crie afirmações positivas para a substituição desses registros. Repita a si mesma seus mantras pessoais e não pare até que tenham sido devidamente registrados no seu subconsciente.

Qual foi o meu mantra positivo criado para substituir aquele?

“A minha vida é maravilhosa e tudo vem a mim com facilidade, alegria e glória.”

Que você seja capaz de dizer a si mesma somente verdades que te impulsionam.

Luz e Sucesso!!


Esse texto foi escrito por Flávia Gimenes, empreendedora, terapeura, leader coach e advogada fundadora da Líder de Si Desenvolvimento e Evolução. Sigam no Instagram @liderdesi.de para acompanhar conteúdos enriquecedores sobre autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e liderança humanizada.

A máscara é o nosso novo normal?

Já estamos há mais de dois meses em isolamento social por conta da pandemia de Covid- 19. Muita coisa mudou nesse pouco tempo, desde costumes em sociedade, como novos hábitos que foram inseridos em nossas vidas. Sem falar na montanha russa emocional que tudo isso tem causado em muita gente.

Primeiro, apenas os profissionais da saúde deviam usar a máscara – hábito em países asiáticos, mas visto com muito estranhamento pela nossa gente do lado de cá – depois, trabalhadores que tinham muito contato com público e pessoas doentes; hoje todos devemos usá-la, sem distinção.

Chegamos de viagem um dia após declarada a pandemia e ficamos em isolamento durante duas semanas (recomendação do governo para quem viesse do exterior). Nesses 15 dias não saí de casa para absolutamente nada, até que precisei sair. A porta do elevador abriu no térreo do prédio e havia duas mulheres e um homem de máscara esperando para entrar. Tomei aquele susto. Fui até a portaria e pude ver faixas de interdição no parquinho. Fiquei abalada e tive vontade de chorar.

Não porque eu fosse uma completa alienada que não sabia o que se passava no mundo lá fora. Mas uma coisa é você saber e acompanhar as notícias pela televisão e internet, outra é quando você vê pessoalmente e toma aquele choque de realidade. Foi triste.

Numa outra rara saída, precisei ir até a padaria. É uma padaria grande e badalada do bairro, sempre muito movimentada. O restaurante estava fechado e apagado, o balcão interditado e não são mais servidas refeições para comer lá, apenas para retirada. Funcionários de máscara e proteção de acrílico. Mais um baque.

Com o tempo a gente vai se acostumando, se adaptando, mas ainda assusta um pouco. Essa semana desci para buscar algo na portaria e encontrei no elevador uma vizinha que há muito não via. Ela – de máscara – perguntou como nós estávamos e disse que só estava saindo para levar a filha, uma bebê de 10 meses, ao pediatra. Conversamos rapidamente, mas deu para sentir o ar preocupado e um tanto chateado que ela transmitia por conta de toda essa situação (sinto que estamos todos um pouco assim). O elevador chegou e nos despedimos, ela deu tchau e nos desejou muita saúde. E é o que mais importa nesse momento.

No início do isolamento, vi uma conversa sobre o uso de máscara e a pergunta se as pessoas achavam que aquele seria um novo hábito que levaríamos dali pra frente, mesmo após a pandemia. Na ocasião respondi que não, mas hoje já estou convencida do contrário. Como tantas outras coisas que esse vírus veio nos mostrar, o uso de máscaras agora também vai ser essencial.

Assisti a uma live sobre mudança de hábitos durante a pandemia, e a antropóloga comentou que há muito tempo (se não me engano, era antes da gripe espanhola, mas agora não lembro o dado correto) era comum as pessoas tossirem por aí sem colocar a mão na boca, algo inimaginável hoje. Talvez usar máscara e álcool em gel daqui uns anos será como tossir com a mão na boca para nossa geração hoje. Veremos.

Tudo ainda está incerto. Não sabemos por quanto tempo ainda teremos que ficar isolados. Mas acredito que ainda que possamos voltar a sair com mais cautela e sem aglomerações, teremos que conviver com o fantasma da Covid-19 nos assombrando por um tempo enquanto não houver vacina ou tratamento que consiga conter o vírus. Enquanto nada disso acontece, ficamos quietinhos em casa, com nossa máscara no rosto e álcool em gel nas mãos.