Alteração na licença-maternidade para mães de prematuros

Enquanto Otto esteve internado na UTI Neonatal, acompanhei histórias de mães preocupadas por ver sua licença-maternidade terminando e o bebê ainda estar no hospital. Ou mães que ficaram três meses com o filho no hospital e o prazo da licença era de 4 meses, ou seja, ela passaria apenas um mês cuidando da criança em casa e já teria que voltar ao trabalho.

É desesperador porque a mãe quer – e tem o direito – de passar todo o período de licença-maternidade ao lado do filho, principalmente após o trauma de ter tido um parto prematuro, ficado meses no hospital trilhando o caminho que só uma mãe de UTI sabe como é.

Na prática, é só após a alta hospitalar que a família vai poder conviver, de fato, já que enquanto está no hospital, apesar de ter contato com os pais, o bebê recebe todos os cuidados da equipe de enfermagem.

Como era

O período padrão de licença-maternidade era de 4 meses, podendo ser estendido para 6 meses, a critério da empresa. O prazo era contado a partir da data de nascimento do bebê.

Como ficou

O prazo continua o mesmo, mas passa a ser contado a partir da data da alta do bebê ou da mãe, o que acontecer por último.

Uma vitória para mães de prematuros, que não precisarão mais passar pela aflição de ter que se separar do filho precocemente. Essa separação é sempre tão dolorosa, imagine então após ter um bebê prematuro e tendo passado tão pouco tempo integralmente ao lado dele. Ao menos uma boa notícia em tempos como os de agora!

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