Como escolher a escola do bebê – a nossa experiência

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O primeiro ano é tão intenso, tudo novo, muitas descobertas, adaptação a uma nova vida com o bebê, que acaba passando muito rápido. Quando você percebe, seu bebê já é uma criancinha grande que corre e já arranha umas palavrinhas. Então é hora de ir para a escola. Começar uma nova fase, com novas descobertas e agora uma nova vida com rotina diferente para toda a família.

No nosso caso foi assim, mas sei que muitas famílias precisam colocar o bebê no berçário aos seis meses (ou antes) para que a mãe volte a trabalhar. A minha ideia era que o Otto fosse com 1 ano e 6 meses. Mas em algumas leituras, especialistas dizem que não há necessidade de a criança frequentar a escola antes dos 3 anos (o que na minha opinião já é um pouco tardio). Conversei com a pediatra e ela disse aos 2 anos é uma ótima época, e que, de 1 ano e meio a 2 anos, eles dão um salto de desenvolvimento muito grande. Entrar na escola nesse período só ajuda ainda mais. E assim batemos o martelo em 2 anos, que ele completa em março do ano que vem.

Depois vem a escolha. Achei que seria mais fácil. Mas são muitas dúvidas, as opções também são muitas em uma cidade como São Paulo, o que só dificultou um pouco rs. Com calma deu certo e acho que optamos pela melhor opção para nossa família.

São muitos pontos a serem considerados: localização, metodologia, preço, visão e valores, se tem programa bilíngue ou não…. Enfim.

Um dos primeiros pontos importantes para nós era a localização. Não faria sentido se fosse muito longe, o tempo de deslocamento acaba sendo longo, somado ao trânsito de SP só iria tumultuar a rotina.

Metodologia

Metodologia é o método de ensino adotado pela escola. Hoje em dia as salas de aula de algumas escolas estão diferentes do que estávamos acostumados “no meu tempo” (como estou velha kkk). Os professores não são mais os protagonistas da sala, concentrando neles todo o conhecimento. Agora, tudo é feito através de vivências e as crianças aprendem cada uma à sua maneira e no seu tempo. O método construtivista, que é o adotado pela escola que escolhemos, funciona dessa forma.

Preço

Preço é algo muito particular de cada família. As escolas em São Paulo têm preços bem altos de maneira geral. Escolher a escola dos sonhos acaba sendo meio inviável. Nós procuramos reunir as características que eram prioridades pra gente com o preço que se encaixasse no nosso orçamento. Não pensando apenas no preço como fator decisivo.

Valores

Missão, visão e valores. É importante que a família esteja alinhada com os valores da escola. Afinal, ela vai começar a formar seu filho como indivíduo. Se isso não se encaixar, não vai funcionar.

Programa bilíngue

Apesar de o inglês ser um dos pontos importantes na escola para nossa escolha, achei que o ensino bilíngue neste momento não seria uma prioridade (até porque é o dobro do preço). A escola do Otto oferece aulas de inglês duas vezes por semana e acho que isso vai ser suficiente nessa primeira fase. Vamos analisar a necessidade do bilíngue quando ele for para o ensino fundamental.

Outros pontos que contaram pra gente: aula de sustentabilidade. Eles têm atividades relacionadas ao tema, criam projetos e tem uma horta onde eles têm contato com a natureza.

O relacionamento da escola com os pais. Para mim, o importante nessa primeira escola não era que fosse grande e renomada, mas que fosse acolhedora e olhasse para cada criança individualmente. E nós sentimos isso na escola do Otto. A diretora foi muito atenciosa e ela, além da equipe de professoras e auxiliares, conhecem cada criança, sua família e suas particularidades. Isso era muito importante pra gente e foi um dos pontos que mais pesou.

A estrutura da escola como um todo e a questão da segurança. Importante observar se o prédio está em boas condições, se os funcionários sabem como agir em caso de emergência, se há seguranças na porta, enfim.

E um ponto que não deve ser esquecido: criança precisa brincar! Nesse momento, é claro que eles aprendem muito e vão adquirindo conhecimento, mas “fazer currículo” para seu filho agora não é importante. Ou seja, encher a criança de atividades, querer que a escola tenha apostilas e etc. O que ela precisa agora é brincar!

Acho que consegui reunir aqui pontos que são importantes serem considerados na escolha da escola do bebê. Lembrando que essa é a nossa experiência. Cada família pensa diferente e tem prioridades diferentes.

Agora estamos na expectativa pelo ano que vai começar com uma nova fase na vida do Otto e na nossa também, afinal tudo vai mudar na nossa rotina. Eu, que estou há quase 2 anos de dedicação integral e exclusiva para o Otto, também vou sentir bastante essa mudança e esse é um assunto para outro post.

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Como tirar o visto americano para bebê

Outro dia fiz um post detalhado sobre como tirar o passaporte do bebê, que você pode ler aqui. Como estamos pensando em ir para os Estados Unidos em breve, então precisei providenciar também o visto. Aqui vai o passo a passo para solicitar:

Primeiro, é preciso preencher o formulário DS-160, que você encontra acessando este link: https://ceac.state.gov/GenNIV/Default.aspx

É um formulário longo, então sugiro que vá preenchendo e salvando para não perder os dados já armazenados. Após preencher o formulário, acesse esse link https://ais.usvisa-info.com/en-br/niv/users/sign_in

Nele você irá criar um cadastro, pagar a taxa de U$ 160 e fazer o agendamento para entrega dos documentos.

Depois, você deve comparecer ao CASV (Centro de Apoio ao Solicitante de Visto) na data agendada.

No caso de menores de 14 anos, não é necessário fazer entrevista (o que agiliza bem o processo) e a criança não precisa estar presente. Mas é necessário levar uma foto 5×5 em fundo branco tirada há menos de seis meses.

Eu levei duas fotos diferentes porque soube que vistos de bebês podem ser negados por conta de fotos fora do padrão. Como precisei levar Otto comigo no dia do agendamento, a atendente me informou que caso nenhuma das duas fotos fossem aceitas, o agente do consulado iria tirar outra na hora, já que ele estava presente. Se não estivesse, eu teria tirar outra foto.

Caso precise reagendar a data no CASV, você tem até 24 horas antes do dia agendado para acessar o sistema e alterar a data.

Documentos solicitados

  • Passaporte válido do bebê
  • Foto 5×5 de fundo branco
  • Página de confirmação do formulário DS-160
  • Página da confirmação de agendamento do CASV
  • Cópia do visto dos pais (não é obrigatório, mas ajuda)

No CASV

Esse agendamento é para conferência dos documentos e entrega do passaporte para emissão do visto. Os horários são agendados com 15 minutos de intervalo, e, apesar de cheio, o processo é bem organizado.

Primeiro passamos por uma triagem, a atendente conferiu os documentos e deixou organizado para o agente do consulado; no andar de cima, foi conferido novamente, eu entreguei as duas fotos do Otto e uma delas foi aceita. Então ele ficou com o passaporte e informou que o contato seria feito por e-mail em até 5 dias úteis para avisar sobre a entrega do visto.

O prazo foi preciso. Depois de 5 dias úteis recebi o e-mail informando que o visto estava liberado. Então, acessei novamente o sistema do consulado neste link https://ais.usvisa-info.com/en-br/niv/users/sign_in para agendar a retirada. É necessário levar impressa a página de confirmação do agendamento, documento de identificação da criança e do responsável comprovando o parentesco. Pronto!

Otto já tem visto com validade de 10 anos e pode viajar para os Estados Unidos. O processo todo, desde o preenchimento e envio do formulário DS-160, até a retirada do documento levou 21 dias corridos, isso porque acabei demorando um pouco mais para buscar o passaporte. Caso tivesse ido assim que o documento foi liberado, teria demorado 14 dias corridos.

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A síndrome de Mulher-Maravilha – e o que ela pode causar

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Vivemos num tempo em que a mulher pode tudo. Ela pode ser quem ela quiser. Ela pode fazer o que bem entender da própria vida. E num momento em que feminismo x machismo vem sendo cada vez mais debatido, surge certa ansiedade da nossa parte de ter que dar conta de tudo.

Afinal, você pode ser o que quiser. E pode mesmo, mas será que para isso precisamos abraçar o mundo? Não vou mentir, me sinto o máximo quando consigo dar conta de tudo o que me proponho a fazer: trabalhar, cuidar do filho, da casa, do marido, fazer mercado, carregar 50 sacolas, mochila e carrinho de bebê. Mas também me sinto péssima quando tudo não sai como esperado.

O que é absolutamente normal: não sair como esperado. A vida é feita de altos e baixos, dias bons e dias ruins. E essa é a graça da coisa. Mas quando a gente passa a se punir porque não deu certo, deixa de ser saudável.

Deve haver um equilíbrio aí. Como em tudo na vida. Seja foda sim, faça tudo sim, o que quiser e da maneira que achar melhor. Mas se permita parar, desacelerar, pedir ajuda. A rede de apoio é essencial aqui. Marido, mãe, sogra, funcionária ou com quem quer que você possa contar.

Permita ter uns momentos só para você: dez, quinze minutinhos por dia, uma vez na semana, sempre que der. Se presenteie com momentos só seus, para fazer o que você gosta e te dê prazer. Pode ser fazer as unhas, ler um livro, parar um minutinho pra tomar um chá em silêncio… Isso é muito importante para você – e para sua família também. E assim você vai se tornando uma pessoa melhor, mais leve, criando a SUA própria versão da Mulher-Maravilha.

Como tirar o passaporte do bebê

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Chegou a hora tão esperada de viajar com seu bebê e precisa tirar o passaporte, mas não sabe por onde começar a burocracia? Fiz aqui o passo a passo para te ajudar e deixar o caminho mais fácil.

Recentemente, tirei um novo passaporte para o Otto. Sim, já tiramos outro, pois o primeiro venceu em um ano. Importante lembrar: nesses primeiros anos, a validade do documento é bem curta, já que a criança muda muito em pouco tempo.

Foi bem simples e rápido. Primeiro, é preciso fazer a solicitação no site da Polícia Federal:
Depois de preencher a solicitação, será gerada uma guia de recolhimento no valor de R$ 257,25. Faça o pagamento, guarde o comprovante e aguarde o sistema liberar o agendamento (deve ocorrer em até dois dias).
Acesse o site para fazer o agendamento:
Basta inserir número do CPF, número do protocolo e data de nascimento. Escolha a unidade da Polícia Federal mais próxima e selecione data e horário desejados.
Caso você perca a data agendada, será possível remarcar até duas vezes dentro de 30 dias, após esse período, a solicitação será cancelada.
Importante ressaltar que é necessário a presença do pai e da mãe do bebê no dia agendado.
Você deve levar:
  • 1 foto 5×7 de fundo branco
  • Certidão de nascimento da criança ou documento de identificação
  • Comprovante de pagamento da GRU
  • Documento de identificação dos pais
  • Passaporte anterior (caso tenha)
  • Autorização para emissão de passaporte
Existem três autorizações disponíveis:
Para a criança viajar com ambos os pais
Para a criança viajar apenas com um dos pais
Para a criança viajar com qualquer pessoa, desacompanhada dos pais
Essa autorização vai emitida no passaporte, com o mesmo prazo de validade, não sendo necessário solicitar ao juizado uma nova autorização a cada viagem.
Como citei acima, a validade para passaporte de crianças é mais curta. Considerando que alguns países exigem o documento com, no mínimo, seis meses de validade, é importante ficar atenta.
Validade de acordo com a idade
De 0 a 11 meses = 1 ano de validade
De 1 ano a 1 ano e 11 meses = 2 anos de validade
De 2 anos a 3 anos e 11 meses = 3 anos de validade
De 3 anos a 4 anos e 11 meses = 4 anos de validade
De 4 anos a 18 anos e 11 meses = 5 anos de validade

A partir de 18 anos completos = 10 anos de validade

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A construção do amor incondicional

imageMesmo antes de pensar em ser mãe, sempre ouvi relatos de mães que tentavam descrever o amor de uma mãe por um filho, e diziam que ele vinha desde a barriga, criando vínculo dia a dia já durante a gestação.

Sinto dizer que comigo não aconteceu dessa forma. Claro que sempre nutri bons sentimentos pelo meu filho na gravidez. Mas não sentia aquele amor louco e incondicional que várias mães dizem sentir.

Já no hospital, quando fui internada por conta da pré-eclâmpsia (leia mais sobre o tema aqui), conversei sobre isso com a psicóloga que me acompanhou enquanto estive lá. Expliquei que não conseguia imaginar meu filho e também não me via como mãe (apesar de ter o sonho da maternidade). Ela explicou que isso é normal. Para algumas mulheres acontece assim mesmo. Ela disse que é difícil amar alguém que a gente “não conhece”, apesar de fazer parte da gente.

Esse amor vai ser construído dia a dia, após o nascimento. Quando mãe e filho passarem a se conhecer e reconhecer aqui fora. Como seres individuais que são, mas com uma ligação eterna.

E assim foi comigo e Otto. Ele chegou, ficou um bom tempo na UTI Neonatal sendo cuidado por outras pessoas (que talvez o conhecessem melhor que eu naquele período), até que veio para casa e então pudemos, finalmente, construir o nosso amor incondicional.

Passados os primeiros dias de medos, inseguranças e aflições, passamos a nos reconhecer. Cada suspiro, cada jeitinho, cada mania, coisa que só mãe e filho são capazes de entender.

E não vou escapar do clichê aqui: o amor só cresce a cada dia. Cada sorriso, cada gracinha, cada descoberta (e todo dia são tantas) que encantam e nos fazem explodir de amor.

Quando algo de ruim acontece, o coração para! E eu fico pensando por que não pude evitar? Ou: preferia que tivesse acontecido comigo (outro clichê)…

Só sei que essa construção é linda e vem sendo sólida. Espero que seja assim até o fim dos meus dias porque não consigo imaginar minha vida sem essa explosão de amor. O então revelado amor incondicional…