Cuidados especiais com bebês prematuros

Nem todo mundo sabe (eu mesma não tinha ideia), mas os bebês prematuros precisam de cuidados extras, além daqueles que temos normalmente com bebês nascidos a termo (de 9 meses).

O pulmãozinho pode não estar bem formado, eles podem ter problemas oftalmológicos e de audição. Por isso, reuni aqui nesse post os cuidados que tivemos com o Otto desde o nascimento e ainda temos até hoje, como uma forma de precaução para evitar qualquer problema futuro.

Oftalmologia

Os prematuros nascidos com menos de 32 semanas e abaixo de 1.5kg podem ter uma doença chamada retinopatia da prematuridade. Ela acontece com a interrupção da formação natural dos vasos sanguíneos da retina, causada pelo nascimento adiantado. Se não for corretamente tratada, pode causar cegueira.

Para que ela seja diagnosticada, o oftalmologista da UTI Neo faz o teste do fundo de olho, que diz se o bebê tem e em que estágio está.

Os testes do Otto foram muito bons desde as primeiras vezes na UTI. Após a alta, a pediatra pediu que fizéssemos o acompanhamento. Ela mesma conversou com a oftalmo e contou um pouquinho do histórico do Otto. Quando passamos na primeira consulta, ela nos contou que esperava um caso complicado por conta da prematuridade extrema e o baixo peso do Otto. Mas ela ficou muito feliz com o que viu. Os vasinhos da retina já estavam praticamente formados e não apresentavam problema algum. Passamos por mais duas consultas apenas por desencargo mesmo. A última foi com 7 meses e agora em junho, com 1 ano e 3 meses, teremos um retorno para garantir que continua tudo bem.

Fisioterapia

Quando completou 6 meses, a pediatra o encaminhou para a fisioterapeuta. Queria que ele fosse avaliado para sabermos sobre a necessidade de um acompanhamento mais intenso.

A fisio fez muitos exercícios de estímulo para virar, ficar de bruços, entre outros, e me ensinou algumas coisas, explicando o que eu precisava estimular no dia a dia em casa. Pela avaliação dela, não era necessário sessões semanais; pediu que voltássemos uma vez por mês. E foi assim até completar 1 ano, com evoluções perceptíveis a cada sessão. Com 1 ano ele teve alta e dois meses depois começou a andar.

Teste auditivo

Todo bebê faz o chamado teste da orelhinha ainda na maternidade. Otto fez e foi tudo ok. Quando completou 1 ano, a pediatra pediu para fazer novos exames: emissões otoacústicas e potencial evocado auditivo (BERA), para avaliar se há algum problema com a audição. Ambos são feitos dormindo; são colocados fones no ouvido e eletrodos na cabecinha, não machuca, é rápido e super tranquilo. Felizmente, os resultados também foram bons.

Fono

Começamos a introdução alimentar aos 8 meses, mas antes disso, Otto precisou passar pela fonoaudióloga, para que ela avaliasse sua sucção e deglutição e se havia perigo de engasgos. Foi tudo bem na avaliação e ela o liberou para a IA.

Essas foram as avaliações pelas quais Otto passou nesse primeiro ano de vida. Lembrando que cada caso é diferente, e compartilhei aqui minha experiência com o Otto. Em caso de dúvidas, consulte sempre seu pediatra.

Tem alguma dúvida ou quer deixar seu comentário sobre esse post ou outro assunto do blog? Escreva aqui na caixa de comentários, abaixo do post. Será um prazer trocar ideias e interagir com vocês!

As otites e os bebês

Tetê agora só sentadinho

O texto abaixo foi escrito pela Dra. Juliana Bottino, pediatra do Otto, que gentilmente me enviou esse material. Pedi que ela falasse um pouquinho sobre otite, já que Otto há duas semanas apresentou um quadro da doença. Assim as mamães ficam sabendo um pouquinho mais e já guardam essa dica para não facilitar!

A infecção do ouvido médio, aquela que compromete a membrana timpânica, é chamada de otite média. Na maioria das crianças, ela é aguda, e sua principal causa são os vírus (das gripes e resfriados), seguida das bactérias.

É indiscutivelmente mais frequente nos primeiros 2 anos de vida, quando há uma anatomia ainda diferente, e as crianças são mais vulneráveis.

Agora, não há dúvidas de que deixar o bebê mamar deitado é um grande fator de risco para otite média aguda bacteriana (aquela q necessita de antibioticoterapia) pela fácil comunicação do leite com o ouvido médio.

E este fator é completamente evitável!

Então, é preciso lembrar sempre, para mudar e poder orientar quem precisa: mamadeira com bebê deitado não pode!

—————————————————-

Dra. Juliana Bottino, pediatra e Neonatologista. Ela trabalha no Hospital Universitário e também atende em seu consultório, o Consultaped.

Baby Bum feira infantil

Ontem começou aqui em São Paulo a Baby Bum, feira de artigos infantis, e hoje dei um pulinho lá pra conferir. Entre os expositores, tem marcas de roupas, sapatos, brinquedos e objetos de decoração.

Também estive na edição passada, que acontecia em outro local. Agora está na Av. Rebouças, no centro de exposições. Particularmente eu preferia no antigo local, mas gostei muito hoje também.

São marcas modernas e descoladas, com a facilidade de ter todos os produtos no mesmo local.

Vou falar sobre meus achadinhos: encontrei capa para carrinho que estava procurando, por um preço ok, comprei tênis de couro, super confortável para essa fase do Otto andando, lenços umedecidos da Clenea com pequeno desconto na feira e o famoso livro Besame Mucho, do Dr. Gonzalez, que também tinha desconto.

São muitos produtos legais e diferenciados, marcas de pequenos empreendedores e que se preocupam com o meio ambiente. Muito bacana apoiar marcas assim.

Achei bem legal o Espaço Cadê, onde tem atividades lúdicas e sensoriais para bebês e crianças. Acima de 3 anos eles podem ficar sozinhos no local. Custa R$ 20 / 30 minutos e R$ 30 / 1 hora.

Para as mamães e gravidinhas de São Paulo vale muito a pena conferir. A feira vai até domingo, dia 26/05, das 10h às 20h, com estacionamento no local.

A importância do Palivizumabe para bebês prematuros

IMG_2931

O Palivizumabe, também conhecido como Synagis, é um medicamento de imunização para proteger os bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável pela bronquiolite, principalmente em bebês prematuros. A doença causa um inchaço que estreita as vias respiratórias, o que dificulta a respiração.

Como o pulmão é um dos últimos órgãos a se desenvolver no bebê durante a gestação, no caso dos prematuros, o bebê pode nascer com o pulmão não totalmente amadurecido, deixando-o mais vulnerável a doenças como essa, que dependendo do caso, pode ser muito grave.

São indicadas cinco doses de Palivizumabe (Synagis) a cada 30 dias, durante o período sazonal, que aqui em São Paulo corresponde ao período entre os meses de fevereiro e junho. Ano passado, Otto tomou quatro doses. Esse ano vamos conseguir aplicar todas as doses. A imunização tem efeito de 30 dias, por isso é necessário repetir.

O Palivizumabe é disponibilizado pelo governo gratuitamente para os bebês que se encaixam nos critérios para receber a medicação:

  • Bebês de até 1 ano nascidos prematuros com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas
  • Bebês de até 1 ano nascidos prematuros com idade gestacional entre 29 e 31 semanas e 6 dias, nascidos a partir de janeiro do ano vigente da aplicação do medicamento
  • Crianças de até 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade com necessidade de tratamento nos últimos seis meses
  • Crianças de até 2 anos com doença cardíaca congênita, com repercussão hemodinâmica demonstrada

Para ter direito à medicação, é preciso fazer a solicitação em uma farmácia de alto custo com os documentos solicitados, que vou colocar no fim do post. Depois, o Alô Mãe, um programa da Prefeitura de São Paulo que trabalha com a saúde de bebês e gestantes, entra em contato por telefone para agendar a primeira dose em uma unidade de serviço mais próxima.

Lembrando que não basta querer que a criança tome o Palivizumabe apenas como uma proteção extra se ela não se encaixar nos requisitos necessários e não tiver toda a documentação exigida.

Vou falar sobre minha experiência com o Otto. Ano passado, ele tomou a primeira e a segunda dose ainda na maternidade, durante a internação. Nesse caso com cobertura do plano de saúde, pois ele ainda estava internado e esse medicamento é muito caro. Quando ele teve alta, reunimos todos os documentos necessários e demos entrada na farmácia de alto custo. Depois de uns 20 dias tivemos retorno com o agendamento da aplicação da primeira dose no Instituto da Criança, no Hospital das Clínicas, e lá mesmo foi agendada a aplicação seguinte.

Este ano demos entrada assim que abriram para solicitação e a aplicação foi agendada para o fim de fevereiro no Hospital Universitário. Depois, o serviço do Alô Mãe entrou em contato para marcar a próxima dose, dessa vez no Hospital Campo Limpo, bem longe da minha casa, mas houve alguma mudança e as crianças foram encaminhadas para lá. A segunda, terceira e quarta dose foram lá, onde será também a última, no mês que vem.

Apesar de ser um serviço público, achei muito bem organizado e eficiente. Eles são bem exigentes com a documentação, não pode faltar nada, nem ter nenhuma informação divergente. Mas, uma vez que está tudo ok, todo o resto funciona. E, com exceção do HU, que demorou um pouco mais para nos atender, as demais aplicações foram bem rápidas. O bebê é pesado para poder calcular a quantidade exata do medicamento e pronto, já acontece a aplicação.

Para quem quiser saber quais são os documentos necessários para fazer a solicitação, pode acessar este link. Peguei no site da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, lá tem todas as informações atualizadas em janeiro deste ano. Para quem é de outro estado, não sei se tem alguma diferença, mas você pode se informar com o pediatra.

Espero ter esclarecido um pouco mais sobre esse importante medicamento que ajuda muito os bebês prematuros. Se tiverem mais dúvidas, deixem nos comentários.

Mesversário, eu fiz

De tempos em tempos surgem umas “modas” ou seriam “tendências” (?) no mundo da internet que se tornam populares. Uns gostam, outros torcem o nariz…

Não planejei nada antes, mas quando me dei conta, lá estava eu comemorando os mesversários do Otto (até palavra nova inventaram, olha só).

No fim achei a ideia boa. Foi gostoso pensar no tema de cada mês, receber algumas pessoas para comemorar com a gente, sem contar os registros fotográficos e as boas memórias que vamos guardar.

Vou mostrar os temas que escolhi:

No primeiro mês, ele ainda estava na UTI Neo. Para não passar em branco, encomendei essas fraldinhas personalizadas que colocamos na incubadora

Quando Otto nasceu, eu fiquei encantada por elefantes. O quarto dele tem elefantes, o enfeite da porta da maternidade foi de elefante, então, esse primeiro bolo também quis esse tema

O terceiro mês caiu em junho e tinha Copa do Mundo, então, achei que tinha tudo a ver

Super fofo o tema animais para o quarto mês

Mickey é um clássico e foi o tema escolhido para o quinto mês. Também foi um dos bolos mais lindos

Gostamos de viajar e quis expressar isso no tema do sexto mês, mas de uma forma mais infantil. Achei muito fofa essa mistura do mapa com avião

Peguei essa inspiração no Instagram e achei muito lindinho esse pirata

O mesversário número 8 coincidiu com o fim de semana do batizado, então não fizemos outro bolo, mas comprei uns cupcakes para não passar em branco 😁

Quando fomos para Orlando, comprei uma roupinha do Harry Potter que, a essa altura, passou a servir, então esse foi o tema do nono mês e ele usou a roupinha

Décimo mesversário em janeiro, verão bombando, apostei no tema praia. Otto usou sunga e chinelo Havaianas haha

Para encerrar esse ano de comemorações mês a mês, um tema bem bonitinho que deixei com a carinha mais infantil: dinossauros

E então, mamães, quem aí curte mesversário? Qual dos bolos vocês mais gostaram?